Livro que serviu de acusação aos revus lido em várias cidades do mundo

Gene Sharp, autor de Da Ditadura à Democracia (VOA)
Gene Sharp, autor de Da Ditadura à Democracia (VOA)
Gene Sharp, autor de Da Ditadura à Democracia (VOA)

Nova Iorque, Los Angeles, Buenos Aires, Londres, Berlim, Paris, Macau, Hong Kong, Tóquio e Lisboa acolhem nesta segunda-feira, 16, a leitura pública do livro do  escritor americano Gene Sharp, “Da Ditadura à Democracia: uma abordagem conceptual para a libertação, sobre estratégias de luta contra ditaduras”.

A obra, que esteve na base da prisão e acusação dos 15 activistas em Luanda por rebelião contra o Presidente angolano, vai ser lida no dia em que os chamados revús começarão a ser julgados no Tribunal Provincial de Luanda.

Em Lisboa, o acto acontecerá no São Luiz Teatro Municipal, e nele participarão personalidades muito conhecidas como o humorista Ricardo Araújo Pereira, o artista Júlio Pomar, a fadista Gisela João e realizador Inês Oliveira, que foi impedida de entrar em Angola para participar no Festival Internacional de Cinema de Luanda depois de ter revelado a sua solidariedade para com os activistas.

“O evento assume como título a acusação feita aos jovens pelo governo angolano: Conspiração”, lê-se no comunicado da acção simbólica que começará às 18 horas no Jardim de Inverno do São Luiz.

Ainda de acordo com a mesma nota, “no mundo livre não há leituras proibidas e a ideia de conspiração tornou-se obsoleta. Chama-se liberdade de expressão e pensamento. Deve ser exercida e celebrada todos os dias, em nosso nome e em nome de todos os que lutam ainda por ela”.

As leituras serão feitas a partir da tradução da Tinta da China, que editará o livro até ao final do ano e cujas receitas da venda reverterão para as famílias dos 15 angolanos detidos.

A obra “Da Ditadura à Democracia: uma abordagem conceptual para a libertação, sobre estratégias de luta contra ditaduras”, do professor de Ciências Políticas da Universidade do Massachusetts, foi lançado em Banguecoque, na Tailândia, em 1993 pelo comité para a restauração da democracia na Birmânia, em associação com o jornal Khit Pyain.

O livro  enumera 198 formas pacíficas de luta pela democracia.

Os 15 activistas detidos a 20 de Junho e mais duas que se encontram em liberdade começarão a ser julgados nesta segunda-feira, 16, em Luanda. (voa.com)

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