Jornalistas exigem “cobertura in loco” do julgamento dos 17 activistas

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Prossegue esta segunda-feira à porta-fechada no Tribunal de Benfica, província de Luanda o julgamento dos 17 activistas acusados de actos preparatórios de tentativa de golpe de Estado e de atentado contra o Presidente José Eduardo dos Santos, o Sindicato dos Jornalistas de Angola exige poder efectuar a cobertura do julgamento, como estipulado pela lei.

O julgamento dos 15+2 inicialmente agendado para decorrer entre 16 e 20 de Novembro prosseguiu hoje com uma nova audiência ao activista e professor universitário Domingos da Cruz, acusado de ser o mentor dos 16 outros arguidos, por ter escrito uma adaptação do livro de Gene Sharp “Da Ditadura à Democracia”, obra intitulada “Ferramentas para destruir o ditador e evitar uma nova ditadura, filosofia da libertação para Angola”, cujas 183 páginas o autor foi obrigado a ler em tribunal na passada sexta-feira.

Entretanto o julgamento prossegue à porta-fechada depois de o juíz ter mandado evacuar da sala no dia 16 de Novembro os cerca de 30 jornalistas presentes, e recusado a entrada aos observadores da comunidade internacional.

Teixeira Cândiado, presidente, secretário-geral e porta-voz do Sindicato dos Jornalistas de Angola afirma que “o Sindicato entende que não há fundamento para esta decisão, uma vez que as audiências são públicas, nos termos do artigo 407 do Código do Processo Penal” pelo que “entende e exige o Sindicato que o juiz reconsidere essa decisão para que os jornalistas possam cobrir a audiência no interesse da própria sociedade”. (rfi.fr)

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