Itália: Embaixador enaltece relações de cooperação

Florêncio Mariano de Almeida - Embaixador de Angola na Itália (Foto: F. Miudo)
Florêncio Mariano de Almeida - Embaixador de Angola na Itália (Foto: F. Miudo)
Florêncio Mariano de Almeida – Embaixador de Angola na Itália (Foto: F. Miudo)

O embaixador angolano Florêncio de Almeida afirmou, quinta-feira, em Roma, que o nível de relações de cooperação económica entre Angola e Itália se elevou com as visitas recíprocas dos dois chefes de governo.

O diplomata discursava na noite de gala (quinta-feira) alusiva aos 40 anos da independência de Angola e disse que a visita do Primeiro-Ministro, Matteo Renzi, a Angola, em 2014, e do Presidente José Eduardo dos Santos à Itália, em Julho deste ano, “conferiram maior dimensão e fortalecimento ao relacionamento existente entre os dois Estados e elevaram os níveis das relações de cooperação económica”.

Para o embaixador de Angola na Itália, estas visitas permitiram também o reforço do quadro jurídico e financeiro para assegurar a sustentabilidade de uma cooperação, mutuamente vantajosa, em que a formação e a transferência de conhecimento serão os pilares.

Florêncio de Almeida manifestou a sua satisfação pelo facto da Itália ter sido o primeiro país da Europa ocidental a acreditar na capacidade do povo angolano de conduzir o seu próprio destino ao reconhecer a sua independência.

“Na realidade, o povo italiano esteve sempre ao lado de Angola na luta pela sua liberdade, através do apoio de muitas pessoas, instituições políticas, religiosas e da sociedade civil”, disse.

No quadro da cooperação, o diplomata apontou os domínios em que Angola e a Itália podem cooperar com benefícios recíprocos, nomeadamente na agricultura, hotelaria, turismo, cultura, ambiente, pescas, telecomunicações e comércio, áreas em que a Itália tem uma vasta experiência.

O embaixador Florêncio de Almeida recordou, por outro lado, que os dois países vão celebrar 40 anos, no próximo ano, do estabelecimento de relações diplomáticas e de cooperação institucional, o que será mais uma ocasião para perspectivar novas acções, principalmente no domínio da agro-indústria, sector em que a Itália se situa entre os melhores no velho continente.

Sobre os resultados dos 40 anos de independência, Florêncio de Almeida referiu que o país os celebra com orgulho, sobretudo, devido à consolidação da paz, conquistada há 13 anos, à gradual recuperação do tecido social e das infraestruturas básicas e ao aperfeiçoamento do processo democrático em curso, o que tem permitido que hoje exista total liberdade de movimento de pessoas e bens, em segurança, no espaço nacional.

A paz, a reconciliação nacional, a liberdade e a estabilidade económica e social são elementos essenciais para a consolidação da democracia, afirmou, acrescentando que hoje a generalidade das crianças tem acesso às escolas e o número de jovens frequentando as universidades aumentou significativamente nos últimos 13 anos.

Nesse mesmo período, disse, o número de pessoas subnutridas reduziu de 6,8 milhões para 3,2 milhões, o que permitiu que Angola recebesse o diploma de mérito da Agência das Nações Unidas para Alimentação (FAO), por ter alcançado a meta número 1 dos objetivos do Milénio e da Cimeira Mundial da Alimentação.

Florêncio de Almeida garantiu que o Governo angolano, apesar da conjuntura mundial adversa, continua empenhado no crescimento sustentado do país, através da promoção da diversificação da economia, especialmente no domínio da agricultura, pescas, indústria e turismo.

Apesar da redução de recursos, explicou, o Estado continua a assegurar o essencial da prestação de serviços públicos e dos serviços sociais e a garantir o normal funcionamento das instituições, desenvolvendo estratégias que visam contribuir para equilibrar as finanças públicas e prosseguir o combate ao flagelo da pobreza.

Ao concluir, o diplomata exprimiu o seu reconhecimento e apreço a todos os países, personalidades e povos que apoiaram a luta pela conquista da independência nacional.

Na noite de gala, a Embaixada de Angola privilegiou a gastronomia e cultura angolanas, com destaque para as presenças do chefe Luís Miguel “Kitaba”, do grupo de dança tradicional Kina Kumoxi e Gelson Castro, da banda Muxima Uami.

Para celebrar a data, organizou uma série de atividades, nomeadamente palestras sobre a importância da efeméride, uma missa de acção e um torneio de futebol. (portalangop.co.ao)

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