Independência custou vidas de muitos cidadãos – vice-governador

Gabriel Domingos António Pontes - Vice Governador de Malanje para Infra Estruturas (Foto: Francisco Miúdo)
Gabriel Domingos António Pontes - Vice Governador de Malanje para Infra Estruturas (Foto: Francisco Miúdo)
Gabriel Domingos António Pontes – Vice Governador de Malanje para Infra Estruturas (Foto: Francisco Miúdo)

A independência que o país alcançou a 11 de Novembro de 1975 é dos bens mais sagrados que o povo angolano já conquistou, mas custou a vida de muitos cidadãos nacionais, que deram o melhor de si e morreram para que esse desiderato fosse uma realidade.

A opinião é do vice-governador de Malanje para o sector técnico e infra-estruturas, Gabriel Domingos António Pontes, em entrevista à Angop, sobre os ganhos dos 40 anos da independência nacional, a assinalar-se a 11 deste mês.

“A independência terá custado aos angolanos aquilo que é de mais sagrado. Muitas vidas foram ceifadas, muitas esperanças foram cortadas, futuros adiados, mas sentimo-nos regozijados porque dá-nos o orgulho de sermos nós mesmos a termos a nossa identidade e nos afirmarmos no mundo”, frisou.

Acrescentou que a paz que Angola vive é também fruto da independência, que constituiu outra fase da vida do povo angolano, por isso deve ser preservada a todo o custo.

“Não acredito que haja um angolano capaz de pensar que essa paz tenha um fim. Pelo contrário, cada angolano deve ser um combatente pela paz a cada dia, cada minuto e onde quer que esteja, trabalhando, superando tudo para desenvolver o país e torna-lo cada vez mais próspero e melhor para nós mesmos”, reiterou.

Por outro lado, o vice-governador Gabriel Pontes destacou os ganhos registados na província, no domínio das infra-estruturas ao longo dos 40 anos de independência, com destaque para as obras integradas, escolas, hospitais, casas sociais e outras.

Realçou que Malanje não tinha rede de esgotos e possuía uma rede eléctrica obsoleta e de distribuição de água incompleta, mas com o projecto de infra-estruturas integradas surgiu uma gama de serviços ainda em curso que se consubstanciam na melhoria destas mesmas redes e do abastecimento de energia e água, entre outros aspectos.

Destacou a barragem de Capanda que já fornece energia, além de Malanje, para as províncias de Luanda, Cuanza Norte e Uíge.

Outro grande ganho, frisou, é a construção em curso na província, do porto seco na comuna do Lombe, município de Cacuso, no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND).

A independência de Angola foi proclamada a 11 de Novembro de 1975, pelo primeiro presidente da república, António Agostinho Neto. (portalangop.co.ao)

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