Governo e Renamo “deixam” Inhaminga deserta

(VOA)
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O distrito de Inhaminga, em Sofala, está praticamente deserta depois dos confrontos registados entre as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique(FDS) e guerrilheiros da Renamo no passado sábado.

“Quando cessou o tiroteio a população começou a fugir para as matas”, disse o padre local Adelino Fernandes, que descreveu a situação de fuga, depois dos tiroteios e de as forças de FDS terem pedido a população para deixar o distrito.

Na quinta-feira, 29, as forças governamentais e a guarda da Renamo confrontaram-se em Satunjira, numa operação policial para desactivar a principal base que o movimento mantém desde o inicio da guerra civil em 1977.

Vítor Lucas, um morador, contou que “uma caravana com cinco viaturas da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) partiu na madrugada de Gorongosa para Satunjira, usando a via Nhamapadza, e foram registados três confrontos junto da base de Satunjira”.

Confrontos semelhantes ocorreram na quita-feira, 28, em Morrumbala, na provincial de Zambezia, onde a Renamo implantou recentemente o quartel-general, no qual pretendia treinar a sua policia, quando as forças do Governo tentaram transpor o cordão de segurança da guarda do partido no local.

Há relatos de várias mortes durante os confrontos nas três regiões do país, mas nenhum das partes confirmou qualquer baixa.

Na sexta-feira, o ministro do Interior moçambicano, Basilio Monteiro, confirmou novas operações das FDSpara recolher armas em posse da guarda da Renamo, em Gorongosa (Sofala) e Morrumbala (Zambézia), centro de Moçambique.

Basílio Monteiro disse a jornalistas na Gorongosa que a Polícia tem todo interesse em prosseguir a busca de armamento da Renamo,  “até desactivar o último ninho” e deixar “o país totalmente tranquilo”.

Moçambique vive uma nova instabilidade politico-militar desde que a Renamo recusou-se a reconhecer os resultados das eleições gerais de 15 de Outubro do 2015,e propôs governar as seis províncias onde reclama vitória, sob a ameaça de tomar o poder pela força. (voa.com)

por André Baptista

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