Governo e FAO envolvem 150 mil camponeses em projecto agro-pastoris

Projecto visa adaptar camponeses aos efeitos das alterações climáticas (Foto: Joaquina Bento)
 Projecto visa adaptar camponeses aos efeitos das alterações climáticas (Foto: Joaquina Bento)

Projecto visa adaptar camponeses aos efeitos das alterações climáticas
(Foto: Joaquina Bento)

Centro e cinquenta mil camponeses de 14 municípios das províncias do Bié, Huambo, Huíla e Malanje serão envolvidos no projecto de integração da resiliência climática nos sistemas de produção agrícolas e agro-pastoril, com arranque previsto para Janeiro de 2016..

Trata-se de uma iniciativa enquadrada na mitigação das alterações climáticas, que será realizada em parceria com o Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e envolve os Ministérios do Ambiente, Comércio, Agricultura e os governos provinciais das regiões abrangidas.

O projecto, orçado em 25 milhões de dólares, dos quais seis milhões são provenientes do Fundo de Gestão Ambiental (GEF) e o restante um co-financiamento do Governo angolano, de acordo com o ponto focal do projecto pelo Ministério do Ambiente, Nascimento António.

Nascimento António disse à imprensa, no final do Workshop de validação do referido projecto agro-pastoril, realizado hoje (quarta-feira) em Luanda, que o mesmo prevê a instalação de cinco mil escolas de campo, onde os pequenos agricultores vão efectuar as suas experiências agro-pastoris.

“O projecto está a ser validado com a realização deste encontro e, a partir de Janeiro de 2016, o projecto começa a ser instalado nas províncias seleccionadas nesta fase piloto”, afirmou o técnico do Ministério do Ambiente.

De acordo com a fonte, as regiões destas áreas foram seleccionadas pelo facto de estarem a sofrer as consequências das alterações climáticas na componente agrícola.

O projecto de resiliência climática nos sistemas de produção agrícola e agro-pastorícia comportará também a instalação de sistemas de alertas para prevenir os pequenos agricultores sobre as alterações climáticas, sobretudo nas questões relacionadas com chuvas excessivas ou estiagem.

Com a colaboração de alguns centros regionais de África ligados à agricultura e agro-pastorícia, entre os quais da Nigéria e Ghana (com sucessos nestas iniciativas), serão cultivadas novas variedades de mandioqueiras e algumas leguminosas, como feijão e da batata-rena.

“Com essas novas variedades de plantas as culturas resistem às doenças que os camponeses actualmente não conseguem, por si só, eliminar, como pestes que deixam cair as folhas”, justificou Nascimento António.

Acrescentou que as práticas que actualmente os camponeses utilizam são devastadoras do solo, daí o pouco rendimento que muitos obtêm das suas culturas.

Nesta senda, acrescentou, as escolas de campo vão exercer um importante papel no treinamento dos pequenos agricultores que vão ver aumentado os seus rendimentos, no quadro das diversas medidas de mitigação que forem exercidas.

O workshop de validação do projecto de integração da resiliência climática nos sistemas de produção agrícolas e agro-pastoril, através da gestão da fertilidade do solo em áreas chaves para a produção foi orientado pela secretária de Estado da Biodiversidade e Áreas de Conservação, Paula Francisco Coelho.

Representantes da FAO, dos governos provinciais acima referidos e técnicos dos Ministérios do Ambiente, Agricultura e Comércio participaram do evento. (portalangop.com)

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