Fisco contra nova estratégia de acusação de Sócrates

(Reuters)
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Em causa estão 80 mil escutas telefónicas, 2,7 gigabytes de ficheiros e 188 apensos bancários. A Autoridade Tributária considera impossível cumprir a nova estratégia.

A Autoridade Tributária e o Ministério Público estão em desacordo quanto aos próximos passos a dar na investigação à Operação Marquês, que envolve o ex-primeiro-ministro, suspeito de branqueamento de capitais, fraude fiscal e corrupção.

O coordenador da equipa das Finanças de Braga e responsável pela detenção de José Sócrates, Paulo Silva, mostra-se descontente com a decisão tomada pela “estrutura do Ministério Público”. Ao que o Diário de Notícias apurou, a ideia é que a investigação seja dividida em pequenos processos para acelerar a primeira acusação.

Em causa estão 80 mil escutas telefónicas, 2,7 gigabytes de ficheiros e 188 apensos bancários, que Paulo Silva considera impossível escrutinar em pouco tempo, levando-o a criticar a posição dos superiores hierárquicos do procurador Rosário Teixeira.

Até à data, tinha ficado definido que decorreria um processo único, cuja primeira fase seria para determinar o verdadeiro dono do dinheiro, no sentido de conseguir perceber a sua origem.

Agora, esta nova estratégia implicará a separação física dos elementos recolhidos pela investigação e a sua distribuição pelos eventuais novos processos. “Um processo-crime investiga factos e não é lugar para desabafos ou irritações”, desabafou Paulo Silva. (noticiasaominuto.com)

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