Excluídos do PAIGC contestam decisão

Interior da sede do PAIGC em Bissau (Miguel Martins/RFI)
Interior da sede do PAIGC em Bissau (Miguel Martins/RFI)
Interior da sede do PAIGC em Bissau
(Miguel Martins/RFI)

As reacções não se fizeram esperar após a expulsão de Baciro Djá e a suspensão de três outros dirigentes pelo PAIGC. Estes prometem recorrer da decisão. Em causa estão figuras do antigo governo efémero que fora contestado pela liderança do partido no poder na Guiné-Bissau.

O governo efémero de Baciro Djá, empossado pelo chefe de Estado, José Mário Vaz, à revelia da liderança do PAIGC, do ex primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, continua na berlinda na Guiné-Bissau.

Baciro Djá, terceiro vice-presidente da histórica formação guineense, foi expulso por decisão do Conselho de jurisdição enquanto os dirigentes Rui Diã de Sousa, Respício Silva e Aristides Ocante da Silva foram suspensos por quatro anos.

Em causa está o alegado desrespeito dos quatro responsáveis dos estatutos do partido ao assumirem cargos ministeriais num governo não reconhecido pelo partido.

O presidente José Mário Vaz optara por demitir a 12 de Agosto o governo de Domingos Simões Pereira alegando haver problemas de relacionamento com o mesmo e denunciando actos de corrupção por parte do mesmo.

O chefe de Estado guineense que dera posse em seguida a Baciro Djá como primeiro-ministro em virtude do seu cargo de terceiro vice-presidente do PAIGC, partido vencedor das últimas eleições legislativas.

O Supremo Tribunal de Justiça acabou por declarar inconstitucional tal nomeação tendo o governo acabado por cair.

Só depois de árduas negociações é que Carlos Correia acabou por assumir a chefia de novo executivo.

Porém com esta decisão do Conselho de jurisdição o PAIGC pune os dirigentes que protagonizaram este episódio.

Facto que os dirigentes em causa contestam. É o caso de Aristides Ocante da Silva, que fora nomeado na altura para ministro da presidência do Conselho de ministros.

Ele denuncia uma medida que pode levar o partido para o abismo, mas descarta que este seja um novo episódio da querela entre o presidente da república, oriundo das fileiras do PAIGC, e o actual líder do partido, o seu ex primeiro-ministro. (rfi.fr)

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