Ex-presidente francês Sarkozy irrita-se ao ser envolvido em investigação sobre tráfico de drogas

Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy durante encontro com presidente russo nos arredores de Moscovo. 28/10/2015 (REUTERS/Sergei Chirikov/Pool)
Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy durante encontro com presidente russo nos arredores de Moscovo. 28/10/2015 (REUTERS/Sergei Chirikov/Pool)
Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy durante encontro com presidente russo nos arredores de Moscovo. 28/10/2015 (REUTERS/Sergei Chirikov/Pool)

O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy acusou nesta terça-feira os magistrados franceses de violarem princípios legais ao rastrearem o uso de seu telefone em uma investigação de uma operação de tráfico internacional de drogas.

Os comentários de Sarkozy, apontado para concorrer para presidente novamente em 2017, acrescentaram uma dimensão política bizarra para a investigação, que dominou manchetes desde que dois pilotos franceses de uma companhia aérea, condenados por tráfico de cocaína na República Dominicana, fugiram na semana passada para a França em circunstâncias misteriosas.

Em uma entrevista ao jornal Le Parisien, Sarkozy disse que os seus advogados exigiam saber porque o poder Judiciário examinou registos do seu telefone, quando a única ligação era de que ele voou com a companhia aérea de que é alvo da investigação.

“O que quero saber é o que poderia justificar um magistrado tomar tais medidas somente porque usei a mesma companhia aérea”, disse Sarkozy.

“O que eles acham que fiz – voei para Punta Cana com 700 quilos de cocaína? Tudo isto seria cómico se não fosse uma violação dos princípios legais que todo o povo francês apoia”, acrescentou.

Ele disse que tal rastreamento do telefone não poderia ter sido autorizado sem o conhecimento do governo socialista do presidente François Hollande.

Os dois pilotos foram presos no aeroporto de Punta Cana, na República Dominicana, em Março de 2013. A França negou qualquer envolvimento estatal na fuga dos pilotos.

Autoridades dominicanas informaram que pretendem emitir um mandado de prisão internacional para os homens. (reuters.com)

por Brian Love

 

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