Embaixador angolano acreditado como representante na IRENA

Embaixador angolano José Andrade de Lemos, acreditado, em Abu Dhabi, como representante na IRENA (Foto: Cedida a Angop)
Embaixador angolano José Andrade de Lemos, acreditado, em Abu Dhabi, como representante na IRENA (Foto: Cedida a Angop)
Embaixador angolano José Andrade de Lemos, acreditado, em Abu Dhabi, como representante na IRENA (Foto: Cedida a Angop)

O embaixador angolano José Andrade de Lemos foi acreditado nesta segunda-feira, em Abu Dhabi, como representante de Angola na Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), em cerimónia orientada pelo director-geral do organismo, Adnan Z. Amin.

O diplomata angolano, após o acto, manifestou a inteira disponibilidade em trabalhar com o representante da IRENA, tendo solicitado o apoio e assistência técnica da Agência para o sucesso da sua missão.

A IRENA na visão do Governo angolano, é um órgão de extrema importância, factor este que levou o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, a deslocar-se, este ano, à cidade de Masdar, durante a sua visita aos Emirados Árabes Unidos.

“A apresentação destas cartas credenciais demonstra a reconfirmação da visão estratégica e compromisso do nosso Presidente da República, com as energias renováveis ou limpas e com a IRENA, e os benefícios que Angola poderá obter”, declarou.

José Andrade de Lemos informou que 90 porcento da energia consumida em Angola é de fontes renováveis, particularmente da hidráulica, com um potencial de produzir 18000 Megawatts, sendo um dos países que menos contribui para as emissões de dióxido de carbono na atmosfera.

Desde 2002, o Governo angolano está a implementar o Programa de Acção 2025, que visa garantir a segurança energética no país, estimado em 28 biliões de dólares americanos, cuja primeira fase será concluída em 2017 e incrementará a produção de energia eléctrica de 1800 Megawatts (MG) para 5000 MG, e esta capacidade duplicará em 2025, referiu.

Explicou que entre os principais projectos de energias renováveis em curso no país, destacam-se o projecto denominado Biocom, que, para além do açúcar, produz 5.6 metros cúbicos de etanol e cerca de 230 Gigawatts de energia eléctrica.

Disse que, quanto à energia solar, o Governo está a implementar em todas as zonas rurais do país o projecto denominado Aldeia Solar, que, para além de produzir energia pública, prioriza as escolas e os hospitais. No Sul do País está outro projecto eólico com a capacidade de produzir mais de 100 Megawatts, para além de outros projectos de biomassa que estão por ser implementados.

Este ano, o Governo Angolano também criou o Fundo Nacional para a electrificação rural, que visa a garantir a progressiva electrificação destas zonas e o Ministério de Energias e Águas em coordenação com o Ministério de Educação levam a cabo um programa dirigido aos estudantes do ciclo secundário com a distribuição de kits, com vista a sensibilizar e educar estes jovens sobre a importância de desenvolver as energias renováveis no país, afirmou. (

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