Diplomacia foi crucial para estabilidade do país – Georges Chikoti

Ministro das Relações Exteriores Georges Rebelo Pinto Chikoti (Foto: António Escrivão/arquivo)
Ministro das Relações Exteriores Georges Rebelo Pinto Chikoti (Foto: António Escrivão/arquivo)
Ministro das Relações Exteriores Georges Rebelo Pinto Chikoti (Foto: António Escrivão/arquivo)

A diplomacia angolana jogou um papel crucial para a estabilidade e desenvolvimento do país, durante os 40 anos de independência nacional, afirmou nesta quinta-feira, em Luanda, o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti.

Em declarações à imprensa, por ocasião do Dia do Diplomata (12 de Novembro), declarou que nos 40 anos de independência a diplomacia angolana trabalhou incansavelmente, lutando nos corredores políticos internacionais para o reconhecimento do Estado angolano.

Fez saber que neste período lutou-se para o reconhecimento do país junto da União Africana (UA) e Organização da Unidade Africana (OUA), na época.

Adiantou que a entrada nas Nações Unidas, em 1976, foi também resultado da luta política levada a cabo pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, então nas vestes de ministro das Relações Exteriores.

“Todos esses momentos são importantes para a reflexão e também para podermos dizer aos angolanos que a área diplomática sempre esteve ao lado do povo angolano”, expressou.

Notou que durante o conflito armado que assolou o país, a diplomacia angolana, de modo geral, trabalhou com a comunidade internacional para fazer ver que o conflito era injusto.

“Tínhamos forças do regime do Apartheid que agrediam Angola e apoiavam uma parte de angolanos contra a estabilidade do país, contra a resolução 435 (sobre a independência da Namíbia), bem como para manter o regime do Apartheid na África do Sul, que durante anos excluiu a população negra para ser foque do processo político”, afirmou.

Segundo o ministro, Angola lutou por valores extremamente importantes na sua região, culminando com a Batalha do Cuito Cuanavale que levou pela primeira vez às negociações entre os EUA, África do Sul, ex-URSS e Cuba a reconhecerem que era tempo para se pôr fim ao conflito na região.

A par disso, aferiu que a diplomacia angolana continuou a lutar, permitindo a assinatura dos acordos de Bicesse (Portugal) que levaram Angola às primeiras eleições multipartidárias de 1992. (portalangop.co.ao)

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