Defesa considera pouco produtiva primeira semana de julgamento

Advogados no julgamento dos 17 acusados de planear rebelião (Foto: Pedro Parente)
Advogados no julgamento dos 17 acusados de planear rebelião (Foto: Pedro Parente)
Advogados no julgamento dos 17 acusados de planear rebelião (Foto: Pedro Parente)

A defesa dos 17 arguidos acusados de actos preparatórios de rebelião, em julgamento desde segunda-feira, no Tribunal Provincial de Luanda, considerou hoje pouco produtiva a semana.

Os advogados justificaram a sua constatação com o facto de não ter sido possível a apresentação, esta sexta-feira, das alegações finais, como inicialmente previsto.

Fazendo um balanço dos primeiros sete dias do julgamento, presidido pelo juiz Januário Domingos, o advogado Luís Nascimento mencionou que a defesa pensava que o julgamento poderia ser resolvido nos dias agendados pelo juiz, de segunda-feira a sexta-feira.

Nas declarações que fez à imprensa, à saída da sala de julgamento, Luís Nascimento argumentou que o facto de o juiz ter pedido que se fizesse a leitura de uma brochura de 180 páginas elaborada pelo co-réu Domingos da Cruz, considerado um dos cérebros na preparação dos actos de que são acusados, foi excessivo e injustificável.

Esclareceu que, apesar de ter terminado no final da tarde desta sexta-feira a instância do juiz, relativamente ao interrogatório do réu Domingos da Cruz, o mesmo (interrogatório) prossegue na segunda-feira, mas já em instância da representante do Ministério Público e da Defesa, que farão a este arguido as perguntas que considerarem convenientes.

Pelo facto de não se ter cumprido o prazo inicial dado pelo tribunal, deu a conhecer que o mesmo foi novamente agendado para o período de segunda-feira a sexta-feira, da próxima semana, e espera que neste espaço possam ser ouvidos já os restantes 14 arguidos.

Para este advogado, os réus têm correspondido com o que lhes tem sido solicitado para a busca da verdade material, apesar de, em algumas questões, reservarem-se no direito de manterem-se calados, sobretudo naquelas perguntas que consideravam que as respostas eram óbvias ou já bastante conhecidas.

No julgamento, iniciado na segunda-feira, foram já ouvidos em sessões de interrogatórios individuais os réus Nito Alves e Hitler Tchikunde.

Sob orientação do juiz, e contrariamente aos quatro primeiros dias, desde esta sexta-feira comparecem na sala de julgamento apenas o réu a ser interrogado e os que já passaram por esta fase, no caso, Nito Alves e Hitler Tchikunde. (portalangop.co.ao)

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