Cuanza Norte: Contribuição de agentes económicos na recolha de lixo será obrigatória

Agentes económicos devem ajudar a combater o lixo no Dondo (Foto: Diniz Simão)
 Agentes económicos devem ajudar a combater o lixo no Dondo (Foto: Diniz Simão)

Agentes económicos devem ajudar a combater o lixo no Dondo
(Foto: Diniz Simão)

A Administração Municipal de Cambambe, Cuanza Norte, exortou aos agentes económicos licenciados que exercem a actividade na circunscrição a contribuírem com uma prestação financeira visando apoiar os esforços das autoridades locais no processo de recolha de resíduos sólidos.

O apelo foi feito neste fim-de-semana, durante um encontro entre responsáveis da Administração e comerciantes, orientado pelo administrador municipal, Francisco Manuel Diogo, para tratar sobre o novo modelo de recolha de resíduos sólidos na cidade do Dondo, sede do município.

Na reunião, os comerciantes foram informados sobre a nova estratégia da administração municipal, que obriga que todos os agentes económicos que exercem a actividade no seu território contribuam com uma prestação monetária para remunerar os serviços de recolha de resíduos sólidos que produzem.

Na ocasião, o administrador salientou que a decisão vem reforçar apenas uma pretensão manifestada pelos agentes económicos locais, em Julho último, no qual estes se propunham criar um fundo resultante de quotizações mensais, de acordo com a categoria de cada um, destinado a apoiar os esforços da administração local no processo de recolha de resíduos sólidos.

Aclarou que a pretensão manifestada pelos próprios agentes económicos não tem tido sucesso por causa de alguns deles, que se mostram contrários ao processo e que se recusam a cumprir as suas prestações, facto que levou a administração a optar pela imposição de pagamento de taxas de recolha de lixo aos mesmos.

Sublinhou que os comerciantes devem contribuir para o êxito desta acção, uma vez que são os principais geradores de lixo, mas que tem sido o governo a suportar tais encargos, o que já não se ajusta às exigências do momento, daí a necessidade do envolvimento de todos.

Francisco Diogo indicou, no encontro, que foi já criada uma comissão de gestão, encarregue de cobrar e gerir os valores a serem arrecadados, cabendo a administração na supervisão do processo, que entra em vigor até final do corrente ano, enquadrado nos vários modelos de combate ao lixo, que vem sendo ensaiado a nível nacional.

Na ocasião, o director municipal das actividades económicas, Paulino António Pinheiro, disse que será feito um censo, para determinar o número de comerciantes existentes na circunscrição, para que estes possam dar a sua contribuição e manter a cidade cada vez mais limpa.

Precisou que a comissão de gestão tem já estudado uma estratégia de aquisição de viaturas de recolha de lixo, que se pretende em regime de aluguer, bem como a aquisição de inúmeras quantidades de baldes e contentores, para o reforço do saneamento básico. (portalangop.co.ao)

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