Costa à Visão: “Espero que o ressabiamento nervoso da direita passe daqui a uns meses”

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Na edição desta quinta-feira da revista Visão, o líder socialista responde às críticas de Luís Montenegro e não afasta a possibilidade de, no futuro, o Bloco de Esquerda e o PCP integrarem o Governo PS, caso António Costa se confirme como próximo primeiro-ministro.

“Há um grande consenso nacional de que um governo de gestão seria a pior das soluções para o País. Não há nenhum empresário que não diga que essa incerteza é a pior opção. E não há nenhum analista de mercados que não diga o mesmo”. As palavras são do líder do Partido Socialista, António Costa, esta quinta-feira, 12 de Novembro, em entrevista à revista Visão.

Sobre o acordo à esquerda, Costa afirma que os três partidos têm “condições para responder imediatamente, quer com a apresentação do programa de Governo, quer com o elenco governativo”.

Na entrevista, realizada na terça-feira ao final do dia, o deputado socialista diz esperar que “o ressabiamento nervoso da direita passe daqui a uns meses” e que, nessa altura, “assuma uma postura responsável”.

António Costa, que liderou o acordo com o PCP, Bloco de Esquerda e Os Verdes e a apresentação da moção de rejeição do programa do Governo PSD/CDS (e que levou à sua queda esta terça-feira na Assembleia), reconhece que os entendimentos à esquerda não foram suficientes para que BE ou PCP aceitassem integrar o Governo, mas deixa subentendido que, no futuro, durante a legislatura, isso pode acontecer.

“Participação do BE e PCP no Governo? O compromisso que obtivemos não permite ir mais além, mas estão garantidas condições de estabilidade e governabilidade. É um resultado que nos deixa confortáveis a todos e que não impede evoluções futuras que permitam consolidar e alargar o que construímos agora”, afirmou. (jornaldenegocios.pt)

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