Cooperação China-África deve ser mais abrangente – afirma diplomata

Cui Aimin- Embaixador da China em Angola (Foto: Clemente dos Santos)
 Cui Aimin- Embaixador da China em Angola (Foto: Clemente dos Santos)

Cui Aimin- Embaixador da China em Angola (Foto: Clemente dos Santos)

O Embaixador da China em Angola, Cui Aimin, afirmou hoje, em Luanda, que a cooperação sino-africana entrou numa fase que necessita ser mais qualitativa e abrangente.

Ao falar em conferência a propósito da realização da 2ª Cimeira do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), a decorrer de 4 a 5 de Dezembro, em Joanesburgo, África do Sul, o diplomata chinês salientou que a cooperação não só beneficia o desenvolvimento da China e África, mas também favorece a defesa dos interesses comuns dos países em desenvolvimento, tornando o mundo mais equilibrado e justo.

Cui Aimin afirmou que a China tem condições e capacidade para ajudar os países africanos a impulsionar o processo de industrialização através do reforço da cooperação com os estados do continente.

Disse haver vontade e sinceridade por parte das autoridades chinesas em apoiar a África a alcançar o seu desenvolvimento sustentável e auto-determinante.

Segundo o embaixador, a realização da Cimeira de Joanesburgo vai demonstrar ao mundo a força da união dos países em via de desenvolvimento, adicionar um novo conteúdo e dinamismo à cooperação sino-africana, assim como dar voz à China e à África em busca da paz, desenvolvimento e cooperação que o mundo tanto reclama.

O Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), que este ano comemora o seu 15º aniversário, foi institucionalizado no ano 2000 e a primeira Cimeira foi realizada em 2006 em Beijing.

A segunda Cimeira, com sede em Joanesburgo, e a decorrer sob lema “China e África avançam de mãos dadas: Cooperação de Beneficio mútuo para o desenvolvimento Comum”, tem já confirmada a presença de pelo menos 40 Chefes de Estados Africanos.

As trocas comerciais entre África e a China ultrapassaram em 2014 mais de 200 mil milhões de dólares norte-americanos.

No mesmo período, o volume de negócios entre Angola e o gigante asiático atingiu a cifra de 37 mil milhões de dólares norte-americanos.

A China é hoje um mercado receptor de 28 porcento das exportações do petróleo africano. (portalangop.co.ao)

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