Contribuição dos diamantes no PIB cai 2,2% em 2016

(Foto: D.R.)
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O sector, que este ano estimava contribuir com 5 por cento no Produto Interno Bruto, vai contar, em 2016, com uma contribuição calculada em 1,0 %, de acordo com o Relatório de Fundamentação do Orçamento Geral do Estado. Comparativamente à 2014, este ano o país registou uma baixa de 25 milhões de dólares na exportação de diamantes

O sector dos Diamantes, que este ano previa um contributo de 5 por cento para Produto Interno Bruto, conta com uma baixa significativa na configuração do Orçamento Geral do Estado para 2016, ao se prever uma contribuição na ordem de 1,0%, uma redução de 2,2% comparativamente à 2015. Em 2014 o país produziu mais de oito milhões de quilates de diamantes, que permitiu uma contribuição ao PIB na ordem dos 2,7%. Em 2015, o sector teve uma contribuição na ordem dos 3,2 por cento e estimava aumentar para 5%. Facto é que, até o mês de Outubro, o país observou quedas no volume de exportações de diamantes. Foram exportados, no período em referência, cerca de 624 mil quilates de diamantes que proporcionaram uma receita de 86 milhões de dólares, a um preço médio por quilate de 138 dólares. Uma baixa de 25 milhões de dólares quando comparado ao período homólogo de 2014, em que o país exportou 800 mil quilates, transaccionados por 111 milhões de dólares, ao preço médio de 155 dólares por quilate. Os diamantes foram extraídos nas minas de Catoca, com 576 776,55 quilates, Cuango (40 267,10 quilates), Chitotolo (19 852,41 quilates), Camutue (14 752,95 quilates), Calonda (10 073,32 quilates), Luó (5951 quilates), Somiluana (5154,85 quilates), Uari (3924, 97 quilates), Maua (2672,14 quilates) e Lulo (1621,45 quilates).

Sector dos Diamantes entre os que mais cresceram em 2015

De acordo com o Relatório de Fundamentação do OGE 2016, o desempenho do sector não petrolífero, em termos de produção, refletiu os efeitos da redução do preço do petróleo.

Com excepção do sector de Diamantes, as projecções mais actuais, de Setembro, revelam que todos os sectores produtivos da economia deverão registar desacelerações em 2015, face ao crescimento que observaram em 2014. Entretanto, espera-se a manutenção de um crescimento positivo do sector não petrolífero, em 2015, suportada pelos Serviços Mercantis, Construção, Agricultura e Industria Transformadora. O relatório refere que os Diamantes, com 3,2 %, assim como a Construção (3,5%), Industria Transformadora (2,6%) e Agricultura (2,5%) foram os sectores mais dinâmicos em termos de crescimento, em 2015.

Países do PK exportaram mais de 130 milhões de quilates

Os países signatários do Processo Kimberley exportaram 130,44 milhões de quilates de diamantes em bruto no valor de 14,1 mil milhões de dólares em 2013. A informação foi avançada, na terça-feira 16, em Luanda, pelo ministro do Planeamento e do Desenvolvimento do Território.

Job Graça que discursava na cerimónia de abertura da 13ª Plenária do Processo Kimberley, referiu que a certificação permitiu a substituição do processo de acumulação de capital destrutivo, como armas, munições e outros meios bélicos, pelo de acumulação de capital, promotor do crescimento económico.

“É preciso fazer com que os diamantes de sangue promotores da destruição não voltem a ver a luz do dia em África”, frisou.

O governante disse que o Executivo vai continuar a apostar no crescimento do sector diamantífero para arrecadar mais receitas que permitam a execução de investimentos nas infraestruturas económicas e sociais, no quadro da estratégia de desenvolvimento de longo prazo 2013-2017.

Encontram-se reunidos em Luanda, representantes de 81 países que analisam entre outros temas, a vulnerabilidade na cadeia de fornecimento de diamantes bruto, exploração artesanal e analisam os trabalhos da organização desenvolvidos ao longo deste ano.

Angola faz balanço positivo da sua presidência

Durante à sua liderança no PK, Angola conseguiu, em cumprimento do seu programa de trabalho desbloquear a exportação de diamantes ao nível da Costa do Marfim, que se encontrava sob embargo há muitos anos por causa do conflito armado. A informação foi avançada pelo presidente do Processo Kimberley (PK), Bernardo Campos. Em relação à República Centro Africana (RCA), Bernardo Campos avançou que foram feitas várias missões de revisão e visitas que possibilitaram a identificação de condições favoráveis, como a existência de áreas de exploração diamantífera sem conflitos. Angola conseguiu igualmente desenvolver acções para o retorno da Venezuela à organização, após se ter retirado em 2008.“Fruto de um grande trabalho realizado pela actual presidência, este país vai finalmente estar presente na reunião de intercessão com uma delegação de alto nível. Angola foi solicitada para prestar assistência técnica à Venezuela para que este possa reintegrar-se no PK”, disse Bernardo Campos.

Mais de 8 milhões de quilates de diamantes produzidos

Durante o ano económico de 2014, a produção de diamantes em Angola, avaliadas em 8 milhões e setecentos e cinco mil quilates (comercializado a 150 dólares por quilates), permitiu o país a arrecadar cerca de 1,6 mil milhões de dólares, num ano em que a produção mundial permitiu receitas de 54 mil milhões de dólares.

O Ministério da Geologia e Minas chegou a anunciar o seu objectivo em aumentar a meta de produção total de diamantes, este ano, em termos médios, em 5 % ao ano. Em 2012 a produção mundial de diamantes foi de 128 milhões de quilates, e até o final de 2014, a cifra subiu para 130 milhões. Actualmente os principais compradores de diamantes são a Antuérpia (Bélgica), Nova Iorque (Estados Unidos), Israel, China, India e Dubai que movimenta cerca de 20 mil milhões de dólares.

Desde segunda-feira 16, até amanhã, quinta-feira 19, os técnicos e especialistas do mundo dos diamantes estão a reunir-se em grupos de trabalho, na capital angolana, a fim de fazerem o balanço de toda a actividade realizada nos últimos cinco meses. Angola termina o seu mandato na presidência do Processo Kimberley a 31 Dezembro próximo e da lugar aos Emirados Árabes Unidos, que na qualidade de vice-presidente, assumirá automaticamente a presidência em janeiro de 2016. (semanarioeconomico.ao)

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