Conferência da Associação Africana dos Mercados de Valores (ASEA) reflete força dos mercados de capitais do continente

(Foto: Getty Images)
(Foto: Getty Images)
(Foto: D.R.))

A Associação Africana dos Mercados de Valores (ASEA – African Securities Exchanges Association) uma associação de primeiro nível de 25 bolsas de valores de todo o continente – realizará a sua conferência anual em Joanesburgo, de 15 a 17 de novembro.

O Presidente da ASEA, Oscar Onyema, afirmou que o tema da conferência – Africa Evermore: Growth for sustainability – incorpora o potencial, o crescimento e a estabilidade dos mercados de capitais de África. A Bolsa de Valores de Joanesburgo (JSE), a maior do continente e membro da Federação Mundial de Bolsas (WFE – World Federation of Exchanges), acolherá a conferência.

“A conferência é importante porque promove discussões de alto nível que abrangem temas relevantes para os nossos mercados de capitais e oportunidades de contacto com atores líderes do setor de todo o continente,” refere Onyema.

A Diretora Executiva da JSE, Nicky Newton-King, referiu que o programa compacto de dois dias proporcionará aos delegados uma compreensão profunda da força que resulta da integração das bolsas de valores de África.

“Os que operam no mercado regulado têm de saber que fazemos parte dos mercados financeiros globais,” afirmou. “Já começamos a ver isto, por exemplo, na África Oriental, onde estão a promover uma conectividade regional significativa.”

Um dos principais tópicos de discussão será encarar o “Papel da Bolsa como um Cidadão Corporativo”. Cada vez mais, as decisões de investimento estão a ser orientadas por considerações de risco, impacto e sustentabilidade, muito mais amplas do que os meros retornos financeiros. A ASEA apoia a promoção e formação dos membros e partes interessadas sobre a importância dos investimentos socialmente responsáveis e a necessidade de prestar atenção às questões ambientais, sociais e de governação (ESG).

Os delegados terão ainda a oportunidade de explorar como atrair os investidores do Fundo Soberano (SWF – Sovereign Wealth Fund) e analisar o modo como vêm as Bolsas de África. O CEO da Bolsa de Valores do Malawi, John Kamanga, que estará a moderar a discussão, afirmou que a conferência desempenhou um papel fundamental na chamada de atenção para o que estava a acontecer nas bolsas de valores africanas.

Um conjunto de países membros da ASEA já criou Fundos Soberanos, incluindo Angola, Gana e Nigéria. Os Fundos Soberanos investem receitas excedentárias e podem ser um mecanismo de estabilização fiscal eficaz, permitindo aos governos aceder a ativos líquidos, e um canal de investimento em projetos específicos como o desenvolvimento de infraestruturas.

“A Conferência da ASEA serve para confirmar que estamos abertos e preparados para realizar negócios,” referiu Kamanga. “Existem, obviamente, os benefícios inerentes à possibilidade de manter contactos e interagir com os nossos colegas, com os gestores de fundos internacionais e membros de bolsas de valores, e com tudo isto vem a transferência de competências e conhecimentos.”

Newton-King concordou. “Está em causa encontrar formas de partilhar conhecimentos e experiências capazes de construir mercados africanos com profundidade e sofisticação, em todo o continente, que permitirão o desenvolvimento de ligações ao longo do tempo.”

Onyema referiu que os mercados de capitais foram os principais impulsionadores da transformação económica de África e continuam a desempenhar um papel central na história do crescimento do continente. (African Press Organization)

 

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA