Cidade Luanda foi construída maioritariamente com dinheiro do café

Governador de Luanda, Graciano Domingos, na abertura da Assembleia Inter-Africana do Café (Foto: joaquina Bento)
 Governador de Luanda, Graciano Domingos, na abertura da Assembleia Inter-Africana do Café (Foto: joaquina Bento)

Governador de Luanda, Graciano Domingos, na abertura da Assembleia Inter-Africana do Café
(Foto: joaquina Bento)

O governador da província de Luanda, Graciano Domingos, destacou hoje facto da cidade de Luanda ser erguida maioritariamente com as receitas provenientes do café, na época colonial, mas chamou a atenção para a necessidade de se equacionar as relações de trabalho entre produtores e assalariados agrícolas do café sob pena de se repetir o sofrimento dos contratados, antes da independência de Angola.

Falando na cerimónia de abertura da 55ª Assembleia Geral da Organização Inter-Africana do Café, que decorre em Luanda, o governador referiu que o café é uma riqueza importante para Angola, mas incorpora uma carga histórica opressiva, por isso o relançamento do seu cultivo no país recomenda que se equacione as relações de trabalho entre os produtores e trabalhadores agrícolas do café para não se repetir o sofrimento de forma diferente.

Graciano Domingos defendeu que esta responsabilidade de se equacionar a relação produtora/trabalhador deve ser dos empresários e governos africanos produtores do café para não se reeditar esse sofrimento em outras vestes.

A propósito do sofrimento passado pelos angolanos na produção de café, citou o poema “Monangamba”- contratado, em língua nacional Kimbundo, onde o escritor angolano António Jacinto retrata que o trabalhador da roça de café era torturado e o seu salário era fuba e peixe podre, panos ruins, cinquenta angolares e porrada se refilasse.

Por outro lado, afirmou que Angola dispõe de condições excelentes para a produção de muitas variedades de café, e que seria bom que “fossemos um destino privilegiado que ajude a catalisar o relançamento da produção deste bago vermelho ou do nosso ouro verde” .

O fórum sobre o café, que decorre desde o dia 23, termina a 27 de Novembro em Luanda. O mesmo representante de 25 países africanos produtores de café. (portalangop.co.ao)

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