Cavaco não descartou governo de gestão. E Costa já reagiu

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Presidente da República esteve, na segunda-feira, de visita ao arquipélago da Madeira. Regressa esta noite ao continente.

“Eu, quando era primeiro-ministro, estive cinco meses em gestão. Cinco meses em gestão”.

Estas foram as palavras ontem proferidas pelo Presidente da República quando chamado a comentar o atual impasse político que se vive em Portugal.

Cavaco Silva não garantiu que vai deixar Passos em gestão até às próximas eleições, mas também não colocou a hipótese completamente de parte.

Ainda antes de o Presidente da República se ter pronunciado sobre o tema, Pedro Passos Coelho havia comentado com o ex-presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy: “Julgo que daqui a mais duas semanas a nossa situação será definitivamente clarificada e haverá um novo governo para negociar com Bruxelas”, disse Passos.

Assim, o ainda primeiro-ministro dá a entender, como aliás já tinha feito, que não quer governar em gestão, ao contrário do que Cavaco sugeriu ontem.

E também ontem, mas da parte do PS, falou-se sobre o assunto. Em entrevista à RTP 1, António Costa referiu que “não há razão nenhuma para se criarem crises políticas artificiais”, lembrando que um governo de gestão tem os poderes limitados, não podendo sequer apresentar um Orçamento do Estado.

O Diário de Notícias falou com fonte oficial do Bloco de Esquerda que defendeu que Cavaco deve indigitar António Costa como primeiro-ministro o quanto antes. Já o PCP lembrou que o Presidente “jurou defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa” e, por isso, é “inaceitável que adote uma opção de arrastamento e degradação da situação e de grave confronto com a Constituição”. (noticiasaominuto.com)

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