Caminhada em apoio às vítimas de crimes sexuais

(Foto: D.R.)
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No próximo dia 20 deste mês, a província de Luanda vai acolher uma acção de angariação de fundos para apoiar às vítimas de crimes sexuais

Por iniciativa do Grupo de Reflexão da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto vai realizar-se, no próximo Sábado, uma campanha de recolha de apoios em prol das vítimas de abusos sexuais. A marcha, com a qual se pretende juntar um grande número de participantes, terá início às 9 horas, partirá da avenida Marginal e terminará na Ilha de Luanda.

A informação foi prestada a OPAIS por Mafalda Matos, tendo ela acrescentando que os apoios recolhidos servirão para apoiar nos custos com o tratamento das vítimas de crimes sexuais. A actividade estará aberta a todas as pessoas que estejam solidarias com as vítimas das agressões e abusos sexuais que afectam famílias em todo o país. Para o efeito, segundo explicou, os interessados poderão contribuir com uma quantia de 500 kwanzas que posteriormente revertirão no tratamento das vítimas.

“Qualquer pessoa pode inscrever- se e participar. Não estamos a circunscrever ninguém. Estamos abertos a todos”. No entanto, as inscrições estão já abertas na Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto e qualquer um pode juntar-se a esta causa que, no fundo, tocanos a todos”, explicou.

De acordo ainda com Mafalda Matos, o tratamento das vítimas será, sobretudo, de âmbito médico e psicológico, em função dos traumas e sofrimento causados pelos abusos sexuais. Conforme frisou, muitas das vítimas não têm condições de custear os tratamentos. E há situações em que é preciso encaminhá-las para outros profissionais porque nem sempre o Instituto de Medicina Legal consegue responder a todos os pedidos.

“E então, no fundo, esse evento serve como o primeiro passo para começarmos a angariar algum dinheiro para reverter à favor destas pessoas mais carenciadas”.

Mafalda Matos fez saber ainda que, numa primeira fase, o alvo do grupo será a província de Luanda, por constituir a maior praça onde os crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual têm acontecido com maior regularidade.

“Mas isso não quer dizer que estas iniciativas não possam, obviamente, estender-se às outras províncias”, disse. Além da caminhada, a fonte avançou que o Grupo de Reflexão realizará ainda um recital de piano e o valor arrecadado será revertido a favor do tratamento das vítimas de crimes sexuais. Este evento está marcado para o próximo dia 27, nas instalações da Universidade Gregório Semedo, e terá início às 20 horas.

 Luanda é palco frequente

vitimaLuanda tem sido regularmente palco de abusos sexuais envolvendo, principalmente, menores de idade. Um dos casos mais recentes foi o de uma criança de 14 anos de idade que era mantida em cativeiro e obrigada a prostituir-se na Centralidade do Kilamba, município de Belas. O caso já está entregue as autoridades por via da Polícia Nacional. (opais.ao)

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