Benguela: Ganda vai precisar de mais 600 professores em 2016

Benguela: Município da Ganda precisa de mais professores (Foto: Angop)
Benguela: Município da Ganda precisa de mais professores (Foto: Angop)
Benguela: Município da Ganda precisa de mais professores (Foto: Angop)

Pelo menos 600 novos professores são necessários para o próximo ano lectivo no município da Ganda, 201 quilómetros a Este da cidade de Benguela, para que o sector da Educação possa cumprir o objectivo de garantir uma cobertura total do sistema de ensino e aprendizagem.

Ao discursar na cerimónia do 22 de Novembro, Dia Nacional do Educador, assinalado domingo no país, o chefe de Repartição Municipal da Educação na Ganda, Afonso Sapalo, assumiu que a região carece de mais professores para 2016, devido a transferência de 200 docentes, reforma de muitos dos actuais e falecimento de outros, o que abriu um défice.

Por isso, o responsável sublinhou a importância da possível abertura, em 2016, de um concurso público na província de Benguela como mecanismo que levará a que venham a ser preenchidas as lacunas existentes no sector da Educação na Ganda, face a saída de professores do sistema de ensino.

Afonso Sapalo referiu que 2.761 professores estiveram envolvidos no presente ano lectivo, assegurando o ensino a um universo de 88 mil e 22 alunos matriculados, dos quais 75 mil e 553 no ensino primário, nove mil e 917 no I Ciclo, assim como dois mil e 752 no II Ciclo do secundário.

Insistindo que a Educação precisa de aumentar, no próximo ano, o seu corpo docente, devido ao actual crescimento demográfico do município da Ganda, a fonte indicou que se espera atingir um aproveitamento escolar na ordem dos 75 porcento no final deste ano académico.

Ao todo, funcionaram neste ano mil e 280 salas de aulas distribuídas em 208 escolas, 196 primárias, 11 do I ciclo do ensino secundário e quatro do II ciclo, segundo o interlocutor, adiantando que 671 salas são provisórias, 357 improvisadas e 252 de carácter definitivo.

Referindo-se a existência de professores flutuantes no sector, que faltam constantemente dos locais de serviço prejudicando o andamento normal do processo educativo, o responsável alertou que aqueles que continuarem com essa conduta serão penalizados com corte nos seus salários.

A título de exemplo, citou que no decurso deste ano lectivo foram instaurados mais de 35 processos disciplinares que resultaram num auto de abandono do trabalho por parte de alguns professores, estando agora em curso um levantamento dos que ainda mantém duplo vinculo.

“Não é justo que uns continuam a beneficiar de dois empregos quando no país existe muita juventude sem emprego”, criticou.

O administrador municipal da Ganda, António Kalianguila, considerou tratar-se de um momento histórico para o país a institucionalização do 22 de Novembro, Dia Nacional do Educador, pelo primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, com a finalidade de reduzir os números acentuados de analfabetismo de então. (euronews.com)

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