Benguela: FMI defende que Angola mantenha reformas para diversificar economia

PRESIDENTE DA AMANGOLA – Job Capapinha (ANGOP)
PRESIDENTE DA AMANGOLA – Job Capapinha (ANGOP)
PRESIDENTE DA AMANGOLA – Job Capapinha (ANGOP)

O representante permanente do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Angola, Max Alier, defendeu, em Benguela, que o Governo angolano deve manter as reformas estruturais que possam promover a diversificação da economia do país, tornando-a assim forte e competitiva a nível da África Subsariana.

Max Alier falava no término da visita de trabalho à província de Benguela, onde durante três dias verificou in loco a realidade social e económica, no âmbito do programa de assistência técnica dessa instituição financeira às políticas económicas do Executivo angolano.

Para o responsável, no actual contexto marcado por uma quebra de receitas provocadas pela descida do preço do petróleo, é importante manter os esforços e reformas que visam melhorar a competitividade do país e, sobretudo, que consigam diversificar a economia.

Apesar da descida das receitas devido à crise mundial, Max Alier diz que Angola tem condições para manter o controlo dos níveis de inflação, isto porque tem demonstrado flexibilidade para se ajustar às exigências do mercado internacional.

No entendimento do representante permanente do FMI em Angola, essa crise representa uma oportunidade para a diversificação da economia e, desta forma, concretizar objectivos fundamentais como reduzir a dependência do petróleo, apostando forte no sector produtivo.

Sugerindo que Angola ainda tem de apostar mais na Agricultura para atingir a auto-suficiência alimentar e diminuir o volume de importações de bens alimentares, Max Alier sublinha a necessidade de aproveitar esse período de desaceleração no crescimento para potenciar a economia e torná-la mais competitiva.

“A crise não é para importar produtos agrícolas, mas sim para produzi-los”, como frisa, acrescentando, por outro lado, que na África Subsariana o crescimento registou neste ano um recuo acentuado, situando-se em 3, 75 porcento contra os 5% em relação a 2014 e para 2016 as previsões apontam para 4, 25 porcento.

Na avaliação do FMI, na África Subsariana vários são os países que estão a sentir o efeito negativo da acentuada queda dos preços das suas principais exportações de matéria-prima, com destaque para Nigéria e Angola, os maiores produtores de petróleo, que têm um peso significativo no PIB dessa região.

O declínio das receitas de exportações e o forte ajustamento orçamental estão a repercutir na actividade económica desses países exportadores de petróleo, segundo o costa-riquenho que lidera a delegação do FMI em Angola.

Durante a sua estada na província, Max Alier visitou o Porto do Lobito e a empresa do Caminho de Ferro de Benguela (CFB), duas importantes infra-estruturas de transporte que integram o Corredor do Lobito, facilitando o acesso ao mar às províncias do Huambo, Bié e Moxico, além das regiões da RDC e da Zâmbia, de onde serão exportados minérios através do CFB.

A visita do representante permanente do Fundo Monetário Internacional concluiu-se com uma palestra que abordou as perspectivas económicas na África Subsariana, bem como as estratégias de como enfrentar a crise económica, juntando estudantes universitários, bem como um encontro com empresários locais. (portalangop.co.ao)

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