Bengo: Denuncia sobre registos de créditos em nome do Bengo constitui destaque

Governador do Bengo – João Bernardo de Miranda (Angop)
Governador do Bengo – João Bernardo de Miranda (Angop)
Governador do Bengo – João Bernardo de Miranda (Angop)

A denuncia do governador da província do Bengo, João Bernardo de Miranda, feita segunda-feira, no Caxito, sobre a existência de muitos créditos concedidos em nome da província, mas, na realidade, sem o benefício desejado para a região, constitui a manchete do noticiário local da semana que hoje termina.

“Aqui na província nós temos poucos créditos concedidos na generalidade, não me refiro apenas ao Banco Sol. A maior parte ou bom número dos créditos concedidos e registados como estando a ser usufruídos no Bengo não estão, e isso já havíamos dado nota ao ministro da Economia”, alertou.

O governante, que falava na inauguração da agência do Banco Sol, em Caxito, criticou os cidadãos que prestam informações incorrectas as instituições bancárias e as instituições públicas do Estado sobre o que fazem com o dinheiro que pedem emprestado.

Disse que o Governo do Bengo tomou medidas para acompanhar todos os empresários que receberam créditos no âmbito do Angola Investe e noutros programas para aferir a eficácia desses créditos e a sua utilidade”, salientou.

Outro facto importante da semana, foi o apelo do primeiro secretário nacional da JMPLA, Sérgio Luther Rescova, à sociedade a respeitar os órgãos de justiça e de soberania do país.

Em declarações à imprensa, o líder juvenil denunciou algumas pessoas e organizações que têm pressionado o processo de julgamento dos 17 jovens acusados de actos preparatórios de rebelião, que decorre em Luanda.

“É preciso que este grupo de indivíduos e instituições respeitem os princípios democráticos, que passam pelo respeito da soberania, separação e interdependência de funções inerentes a estes órgãos, deixando o desempenho normal dos órgãos de justiça sem qualquer atitude persuasiva”, referiu.

A abertura da campanha agrícola 2015/2016 na província do Bengo, no município do Bula Atumba, em acto orientado pelo vice-governador do Bengo para área económica, Domingos Guilherme, constitui outro destaque da semana.

Para a presente campanha, segundo o director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Faustino Ngonga, estão a ser preparados 1.200 hectares de terras férteis, que contam com o envolvimento de 38 mil e 700 famílias camponesas.

Na campanha agrícola 2014/2015, os camponeses da província do Bengo colheram 667 mil 234 toneladas, cifra que, de acordo com o responsável, poder ser superado nesta campanha, a julgar pelos apoios recebidos do governo.

Outro motivo de realce foi afirmação do chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas, general do Exército Geraldo Sachipengo Nunda, no Vale do Paraíso, província do Bengo, segundo a qual o actual contexto geopolítico e geoestratégico africano justifica a criação de dispositivos de prevenção de conflitos, no interesse da manutenção da paz e da estabilidade.

O general Nunda fez este pronunciamento face aos conflitos que se registam em alguns países africanos, associados ao ataque terrorista recentemente num hotel no Mali, onde pereceram muitas vidas humanas.

Lembrou que outro ataque terrorista aconteceu na semana passada, na República dos Camarões, igualmente com muitas perdas humanas, o que exige maior reflexão e preparação contínua. De acordo com o general, o grau de conflitualidade no continente africano aponta cenários de emprego da força africana em estado de alerta como a RDC, RCA, Sudão, Sudão do Sul e Mali.

A reinauguração da agência sede do Banco Sol, em Caxito, província do Bengo, pelo governador provincial João Bernardo de Miranda, numa cerimónia testemunhada pelo presidente do conselho de administração do Banco Sol, Coutinho Nobre Miguel, foi facto relevante da semana.

As obras para a construção do edifício duraram oito meses e tiveram um custo na ordem dos 158 milhões de Kwanzas. A agência conta com área de banca de retalho, centro de empresas e área de micro-crédito.

Com a reabertura deste balcão (que foi o segundo do Banco Sol a ser aberto no país no ano 2000) foram criados dez postos de trabalho directos, contando actualmente com uma força de trabalho de 14 funcionários. (portalangop.co.ao)

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