Angola, 40 anos-Belmiro Carlos ´Nito´: “Tivemos um papel importante na consciencialização da tropa”

Nito, lendário guitarrista angolano (Foto: Maridé Cervantes)
Nito, lendário guitarrista angolano (Foto: Maridé Cervantes)
Nito, lendário guitarrista angolano
(Foto: Maridé Cervantes)

O músico Belmiro Carlos ´Nito´, Secretário Geral da União dos Artistas e Compositores –UNAC, que também participou como integrante do Kissanguela, coincidentemente comunga com Santocas na influência dos antepassados, nos diz: “Não era apenas coragem. Gosto muito de falar em contexto”.

Nós éramos a sequência de uma gesta de pessoas revolucionárias, que mantiveram a luta contínua contra o colono e que auguravam a independência nacional. Era apenas a independência, sem outras inten- ções. Fomos aos Maquis mas não para sermos generais. Continuamos a nossa vida. O Kissanguela participou neste processo todo sem salário e tivemos a honra e o prazer de sermos o agrupamento presidencial de Agostinho Neto. Era militância. Era preciso defender o país. Eram outros tempos. Outro contexto”.

Acentua que a sua geração tinha um apego muito profundo ao sentido pátrio, mas que já não se nota na presente, que tem demonstrado uma corrosão muito grande dos valores, porque a maior parte dos jovens tanto lhes faz ser português ou angolano. De tudo que foi feito em prol da pátria, Belmiro Carlos não avalia: “Eu não tinha bem noção, enquanto membro do Kissanguela, dos efeitos que a música fazia na frente de combate.

Tivemos um papel importante na consciencialização da tropa, no despertar da sociedade para a necessidade da preservação da unidade nacional e combate ao tribalismo, mobilização para a produção e necessidade da disciplina. O efeito tremendo. Já houve vezes em que o noticiário abria com uma peça sobre o grupo, passada com uma música de fundo”. (cultura.ao)

Por: Matadi Makola

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