Aumenta a violência entre cristãos e muçulmanos na República Centro-Africana (vídeo)

(Euronews)
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Em Bangui, capital da República Centro-Africana, dezenas de pessoas estão a abandonar as suas casas. A insegurança está a aumentar, devido à escalada da violência entre cristãos e muçulmanos. No fim de semana mais de uma dezena de pessoas ficou ferida depois de ser baleada por um muçulmano. A questão das armas volta a estar no centro do debate:

“Não houve desarmamento no país. É por isso que a guerra continua. Se tivesse havido esta guerra não estaria a acontecer como está. Os árabes têm armas, vão aos bairros e matam pessoas e a rádio não diz nada”, afirma Eugene Gazalima, agricultor e residente na capital.

Esta segunda-feira, dia em que foi assassinada, pelo menos, mais uma pessoa, o Presidente do país afirmou que as forças de paz da ONU não conseguiram interromper o ciclo de violência na capital. Desde final de setembro morreram, pelo menos, 90 pessoas.

O Papa Francisco, que tinha uma visita programada ao país para o final de novembro, manifestou, no Vaticano, “grande preocupação” com a situação, um cenário de violência que poderá pôr em risco a sua viagem.

O país mergulhou nesta profunda crise quando os rebeldes Séléka, maioritariamente muçulmanos, tomaram o poder, em 2013, através de golpe de Estado, o que levou a represálias por milícias da maioria cristã. Desde então os banhos de sangue repetem-se.

Há 20 portugueses a viver em Bangui, entre eles o Comandante do corpo de polícia das Nações Unidas, na missão de paz no país, o superintendente da Polícia de Segurança Pública Luís Carrilho, distinguido, pela ONU, com o louvor “Outstanding Role Model”. (euronews.com)

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