“Ato de desespero”. Assim é encarada proposta de Passos de rever Constituição

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“Estou disponível para dar o meu apoio a uma revisão constitucional extraordinária”, declarou ontem Pedro Passos Coelho, para que os portugueses possam voltar a ir às urnas.

Jorge Lacão considera que é um ato de desespero político o desafio lançado por Passos Coelho de rever a Constituição para permitir novas eleições legislativas.

“É um ato desesperado porque parece indiciar que à Direita os seus responsáveis não se conformam com a possibilidade de o Parlamento ser verdadeiramente a casa da democracia”, acusa o antigo líder parlamentar do PS, em declarações à rádio TSF.

“O primeiro-ministro quer colocar em causa um dos fundamentos do regime constitucional”, acrescenta o socialista, concluindo ser “inaceitável” que alguém tente “alterar as regras da democracia por não se sentir conformado”.

De forma idêntica pensa José Manuel Pureza. O deputado do Bloco de Esquerda considera que, além de uma atitude de “desespero”, se trata de “um artifício e de uma proposta apenas para agitar o debate político”, dado que “para haver uma revisão constitucional é necessária uma maioria de dois terços” na Assembleia da República.

Da parte do PCP, a reação surge pela voz de João Oliveira, que na antena da TSF também falou em “desespero”. “Um Governo que nunca se conformou com a Constituição e sempre a violou vem agora, depois de demitido, querer fazer um golpe”, atirou o comunista.

Mas as críticas não se esgotam à oposição. Da parte do PSD surge um ex- dirigente a dar conta de que se trata de uma “proposta irrealista” e de um “mero argumento na luta político-partidária”.

A reação é do antigo juiz do Tribunal Constitucional Paulo Mota Pinto, que escreve no Facebook que “o apoio do PS é sempre imprescindível para a revisão constitucional, e é sabido que não o dará na atual situação”.

Em concordância com Passos Coelho parece estar o europdeutado centrista Nuno Melo, que disse aos microfones da TSF que esta é “obviamente uma proposta para levar a sério”, uma vez que “António Costa poderia querer validar este processo [à Esquerda] nas urnas”. (noticiasaominuto.com)

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