Apenas 10% do investimento foi realizado no pólo de desenvolvimento de Viana

(Foto: D.R.)
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Dezassete anos depois de ter ‘nascido’, a infra-estrutura ainda precisa de “muito dinheiro” para estar em pleno, admite o seu responsável. Criar condições para atrair empresas industriais é a prioridade.

Apenas cerca de 10% da totalidade do investimento previsto para o Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana (PDIV) foi realizado até ao momento, revela o coordenador da comissão de gestão, Luís Ribeiro.

Para estar 100% operacional, a infra-estrutura, que comemora este mês 17 anos, precisaria de um investimento de cerca de 140 mil milhões Kz (mil milhões USD), mas apenas um décimo foi aplicado até agora.

O PDIV tem tido “um crescimento orgânico lento e é preciso muito dinheiro para acelerar” o processo, para que o pólo disponha de todas as infra-estruturas necessárias para as empresas, disse ao Expansão. As empresas, lembrou, optam por se instalar em pólos industriais se estes lhes derem melhores condições.

“Temos de criar factores de atractividade, e isso passa pelas infra-estruturas, energia, água e telecomunicações a baixo custo”, sublinhou. A localização é um dos factores que favorecem o pólo, disse, lembrando que está próximo da Via Expresso. Muitas das empresas têm já ligação à rede eléctrica e a água de rede deverá funcionar no próximo ano, revelou. Por fazer está ainda a asfaltagem das ruas e a construção de infra- estruturas de drenagem.

A maior parte das cerca de 500 empresas instaladas no pólo empresas é do sector da construção civil, havendo ainda outras das áreas de logística e serviços. O objectivo, afirmou Luís Ribeiro, é “envidar esforços no sentido de, nos grandes armazéns, se instalarem indústrias”, uma vez que este sector está ainda pouco presente.

“No futuro, só vamos autorizar nos espaços livres o estabelecimento de indústrias”, sublinhou. Em termos de origem, a maioria das companhias integradas no PDIV é oriunda de Portugal e Índia.

“O tema é actual, a diversificação da economia passa, essencialmente, pela agricultura e pela indústria”, defende Luís Ribeiro, lembrando que é sobretudo no sector industrial que se pode criar mais emprego.

A par da conferência, haverá actividades desportivas e a inauguração de unidades industriais no perímetro da instalação. (expansao.ao)

Por: Telma Van-Dúnem

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