Angola vive situação de colonialismo doméstico – Abel Chivukuvuku

Abel Epalanga Chivukuvuku – Presidente da CASA – CE (Foto: Lucas Neto)
Abel Epalanga Chivukuvuku – Presidente da CASA – CE (Foto: Lucas Neto)
Abel Epalanga Chivukuvuku – Presidente da CASA – CE (Foto: Lucas Neto)

A CASA CE e o MPLA expressaram opiniões diferentes sobre os 40 anos de independência do país que se assinalam a 11 de Novembro.

O líder da CASA CE Abel Chivukuvuku disse que Angola vive neste momento quase uma situação de “colonialismo doméstico”.

Mas o deputado do MPLA Nuno Caldas Albino afirmou não se poder negar os “ganhos assinaláveis” nos 40 anos da independência apesar dos anos “conturbados” porque o país passou e fez notar que em comparação com muitos países africanos Angola “está bem posicionada”

Ambos falavam à Voz da América para discutir os 40 anjos da independência de Angola

Chivukuvuku disse que os angolanos devem agora questionar as razões da luta pelo poder dos movimentos de libertação

“Lutaram pelo exercício do poder ou porque tinham um projecto de sociedade positivo?”, interrogou o líder da CASA CE afirmando que se a actual situação de Angola é aquela que se queria na altura da independência “então este projecto é negativo”.

Abel Chivukuvuku disse que tendo como projecto só “mandar” em muitos casos isso resultou em “mandar pior do que os colonialistas”.

“Hoje temos autoritarismo, repressão das liberdades fundamentais e constitucionais, temos injustiças, temos desigualdades impensáveis, temos corrupção e desvio de erário publico”, afirmou.

“É esta a sociedade que eles queriam, era isso que pensaram quando lutaram?”, interrogou, acrescentando que se o conceito inicial era só “correr com os colonialistas então não tinham um projecto de sociedade”.

Um projecto de sociedade positivo requer um projecto “ de liberdade e de constitucionalismo”.

“As leis não são para se fazerem e deixar na prateleira”, acrescentou.

Para Chivukuvuku “a independência foi positiva, o estado que criamos surgiu positivamente mas não correspondeu a um modelo de sociedade positiva para que as pessoas estejam bem”.

“Tivemos o surgimento do estado e a substituição dos colonos pelo novo colonialismo e a isso chama se colonialismo doméstico”, disse Abel Chivukuvuku

“Quase que temos um colonialismo pois antes era o colonialismo externo e hoje é o colonialismo endógeno que é o colonialismo doméstico”, disse.

O deputado do MPLA Nuno Caldas Albino disse que durante os 40 anos de independência houve há ganhos assinaláveis quer do ponto de vista politico do estado de democrático e direito quer do ponto de vista social e económico

Nuno Caldas Albino recordou momentos ”muito conturbados” mas com várias estruturas edificadas que “têm alavancado a implementação de programas e projectos que têm salvaguardado Angola do ponto de vista de educação e económico”.

“É certo que temos ainda uma longa caminhada a percorrer”, acrescentou afirmando ainda que os 40 anos de independência devem ser “um espaço de reflexão e de diálogo domestico”.

“Nós em comparação a alguns países africanos Angola está bem posicionada do ponto de vista da sua independência da sua soberania económica”, afirmou, acrescentando no entanto tratar de “um processo” que requer “um esforço gigantesco” para a diversificação da economia do país

“É um desafio para o qual o estado angolano e o executivo está empenhado para que isso se concretize”, afirmou o deputado do MPLA. (voa.com)

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