Angola tem potencial para produzir sal em grandes quantidades

Salinas (Foto: Pedro Parente/Arquivo)
Salinas (Foto: Pedro Parente/Arquivo)
Salinas (Foto: Pedro Parente/Arquivo)

A directora do Gabinete Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE) do Ministério das Pescas, Isabel Cristóvão, disse hoje, em Luanda, que Angola tem potencial para produção de sal marinha, tendo em conta as suas condições favoráveis.

Segundo a gestora que falava no 2º Conselho Consultivo do Ministério das Pescas, que decorre sob lema “Pescas e aquicultura de Angola, a contribuir para a diversificação da economia”, aproveitadas as potencialidades, o país pode, com mais investimentos, atingir a auto-suficiência e produzir excedentes para à exportação.

Fez saber que através do Decreto Executivo Conjunto foi estabelecida a quota de importação de 100 mil toneladas para o ano em curso (2015), referindo que no durante o I semestre de deste ano foram produzidas 20 mil 932,3 toneladas de sal comum, das quais 19 mil 968,1 toneladas iodizadas.

Salientou que o país tem um consumo anual de mais de 200 mil toneladas, tendo em conta os actuais níveis de produção, pressupõe-se um défice de mais de 153 mil 563 toneladas.

Isabel Cristóvão disse ainda que para colmatar o défice da oferta nacional, o mercado tem vindo a recorrer às importações de sal, cujos dados do Conselho Nacional de Carregadores apontam para o ano de 2014 um volume de importação de 51 mil 290 toneladas.

Para 2015 foi atribuída uma quota de importação de sal de 100 mil toneladas, sendo 10 mil toneladas para reserva do Estado.

Segundo ela, 90 mil 128 empresas autorizadas importaram 25 mil 17,4 toneladas de sal no I semestre deste ano, restando apenas 64 mil 982,6 toneladas.

Avançou que grande parte do sal vem de Portugal, Namibia, Egipto e China.

“Devemos continuar a estimular a produção nacional de sal a fim de atingir a auto-suficiência, criar mais postos de emprego e contribuir para a diversificação da economia e na poupança de divisas”, considerou. (portalangop.co.ao)

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