Angola mantém 9.º pior ambiente de negócios do mundo

(Expansao)
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Angola é o 181.º país do mundo, em 189, com pior ambiente de negócios, mantendo o lugar “conquistado” no ano passado, de acordo com o relatório Doing Business 2016 do Banco Mundial divulgado na passada terça-feira, 27 de Outubro, com data de referência de Junho de 2015.

O relatório, que vai na sua 13.ª edição, pretende reflectir as facilidades e dificuldades enfrentadas pelas pequena e médias empresas da principal cidade do País, no caso de Angola, Luanda, em dez critérios que vão desde abrir um negócio até fechar uma empresa, passando pela obtenção de crédito, acesso à electricidade e pagamento de impostos, entre outros.

O ranking do Doing Business 2016 continua a ser liderado por Singapura, a cidade-Estado da Ásia, com 87,34 pontos numa escala de 0 (pior) a 100 (melhor). A fechar a lista continua a Eritreia, com 27,61 pontos. Angola, com 39,64 ponto,s está atrás de países da África Subsariana como os Camarões (44,11), a República do Congo (41,88), Guiné-Bissau (40,56), Libéria (40,19) e Guiné Equatorial (40,03).

Atrás de Angola, além da Eritreia, na região abaixo do Sara, só Chade (38,22), RDC (38,14), República Centro-Africana (36,26) e Sudão do Sul (34,78). As piores classificações de Angola são em critérios relacionados com a justiça, nomeadamente na resolução de falências, último lugar dos 189, e no cumprimento dos contratos, 185.

Outro critério relacionado com a justiça onde o País não sai bem na fotografia é o registo de propriedade (169). As melhores classificações de Angola são na protecção de investidores minoritários (66) e na obtenção de licenças para a construção (108).

O Banco Mundial destaca os progressos de Angola na redução do tempo e do custo da criação de um negócio e na facilitação do pagamento de impostos, mas ainda assim o País está na 141.ª posição em ambos os critérios.

Começar um negócio em Angola ficou mais fácil, após a melhoria dos procedimentos de registo e a redução das taxas de registo das sociedades, elogia o BM. Relativamente ao pagamento de impostos, a instituição destaca a redução da taxa de imposto relativa à contribuição industrial, vulgo imposto sobre os lucros, que passou de 35% para 30%. (portalangop.co.ao)

por Carlos Rosado de Carvalho

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