Angola estreia no mercado internacional de obrigações com oferta de USD 1,5 mil milhões

Ministério das Finanças (Foto: Angop)
Ministério das Finanças (Foto: Angop)
Ministério das Finanças (Foto: Angop)

A República de Angola concluiu na quarta-feira o seu exercício inaugural de mobilização de fundos no mercado internacional de capitais, através da emissão de Eurobonds, no montante de USD 1,5 mil milhões, “precificado” (pricing) em 9,5% para uma maturidade de 10 anos.

De acordo com uma nota de imprensa do Ministério das Finanças, a transacção reflecte a maior emissão inaugural em uma única tranche realizada por um ente soberano da África Subsaariana, classificado com a categoria de “rating de non-investment grade”.

Segundo a nota, uma delegação chefiada pelo Ministro das Finanças Armando Manuel, realizou o roadshow nos mercados da Europa e América, especificamente nas cidades de Londres, San Francisco, Los Angeles, Boston e Nova York, tendo reunido com mais de 100 investidores potenciais, levando-os a uma melhor compreensão sobre a história económica recente de Angola, e suas perspectivas, de forma a gerar uma dinâmica positiva no processo de “precificação” da transacção, ora bem sucedida.

Angola atraiu o interesse de investidores de alta qualidade, que permaneceram engajados em todo o processo e reflectiram um elevado apetite (476% acima da oferta disponível) para participar do negócio. A estratégia de indicação de preço inicialmente avançada a nível de rendimento na área de 10,0%. No decurso de uma demanda para uma carteira de encomendas [5]x subscrita, reflectindo um apoio muito forte dos investidores, Angola bloqueou o preço para um tamanho de 1,5 mil milhões de dólares americanos, no momento em que o rendimento foi fixado em 9,5%.

“Esta emissão inaugural é um passo extremamente importante para o nosso país e nós vemos isso como o início de um relacionamento de longo prazo com os mercados de capitais internacionais “, disse o Ministro.

Angola fixou um prazo de 10 anos para criar uma forte referência que combinou com a sua preferência por duração, consistente com o uso das receitas para fins de infra-estrutura. A operação foi distribuída para os investidores norte-americanos, da Europa e outros. O perfil dos investidores que participaram da transacção incluiu gestores de fundos, bancos, Fundos de Pensão e outros.

O Goldman Sachs International actuou como Líder do consórcio de bancos que estruturou a operação (incluindo o Deutsche Bank e o ICBC International). (portalangop.co.ao)

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