Alemanha encontra mais marcas com emissões poluentes acima do permitido

(Negocios)
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O regulador alemão, o KBA, analisou 50 modelos de 23 marcas depois do escândalo VW ter rebentado. Agora, vai iniciar conversações com as marcas que não cumpriram os limites legais.

A Alemanha encontrou emissões de óxido de azoto acima do permitido em testes que realizou a vários carros a gasóleo. O regulador alemão, o KBA, está agora em negociações com vários fabricantes, depois de ter analisado cerca de 50 modelos de 23 marcas.

“Com base nos dados brutos, comprovou-se até agora, em parte, altos níveis de NOx [óxido de azoto] em diferentes condições de condução e de ambiente”, informou a KBA em comunicado, sem especificar marcas e modelos em causa.

Segundo a agência Bloomberg, o teste integra marcas do grupo Volkswagen como Porsche ou Audi. Mas vai além disso: BMW, Mercedes ou Opel também integram a lista de marcas testadas em solo germânico.

A análise surge depois do escândalo de manipulação de emissões assumido pelo grupo Volkswagen em Setembro. O mesmo afecta os níveis de emissões de óxido de azoto em 11 milhões de carros a gasóleo em todo o mundo.

Na última semana, a Volkswagen reconheceu que o problema era ainda maior: há mais 800 mil carros afectados, só que desta vez as emissões adulteradas são de dióxido de carbono. E há mesmo 98 mil carros a gasolina no lote.

A autoridade alemã, com competências a nível europeu, quer agora assegurar que as emissões poluentes nos motores Diesel, tanto de marcas do país como estrangeiras, não foram manipulados.

Já esta quarta-feira, 11 de Novembro, o responsável pela área de vendas da marca Volkswagen, Jürgen Stackmann, assegurou que a empresa prestará todos os esclarecimentos sobre o maior escândalo dos seus 78 anos de história. Mas Stackmann pediu tempo para que as conclusões da investigação interna possam ser apuradas.

No mesmo dia, chega a notícia que mais de 1.500 proprietários da Volkswagen e Audi na Coreia do Sul apresentaram uma queixa colectiva contra a fabricante alemã para exigir o reembolso do valor pago pelos carros. O número de queixosos deverá subir nos próximos dias, perspectivam os advogados que acompanham o caso.

No início da semana, a Volkswagen começou a oferecer aos clientes americanos vales de compensação no valor de mil dólares (930 euros). A medida tem só efeito naquele país, pelo que foi possível apurar até ao momento.

Apesar da necessidade de aumentar os cortes de custos no grupo automóvel, tendo em conta a nova vaga do caso, a Volkswagen contratou um especialista em tecnologia automóvel da Apple.

Johann Jungwirth, de 42 anos, esteve ligado ao projecto de um carro com condução autónoma na tecnológica de Tim Cook. Segundo o The New York Times, é um sinal de que a Volkswagen vai continuar a investir em tecnologia de ponta apesar do fardo financeiro criado por este escândalo. O foco nos veículos eléctricos já foi admitido pelo grupo automóvel como uma das prioridades desta sua nova fase. (jornaldenegocios.pt)

por Wilson Ledo

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