Agarrem-se, vem aí o shale-oil!

MANUEL ENNES FERREIRA (Foto: D.R.)
MANUEL ENNES FERREIRA (Foto: D.R.)
MANUEL ENNES FERREIRA
(Foto: D.R.)

Na semana passada decorreu na UCAN (Universidade Católica de Angola) uma conferência organizada pelo CEIC (Centro de Estudos e Investigação Científica) sobre energia. Um dos oradores foi António Costa e Silva, CEO da Partex, empresa petrolífera portuguesa presente em Angola e pertencente à Fundação Calouste Gulbenkian. Nascido no Bié, fez por cá os seus estudos, incluindo parte da formação universitária em engenharia de minas.

Em 1980 iniciou a sua carreira profissional no Departamento de Produção da Sonangol e nessa década acabou por sair do país, doutorar-se em Inglaterra, sendo hoje um perito de renome mundial e desempenhando ainda as funções de professor no Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa. Enfim, mais um quadro nacional que, por diversas vicissitudes, acabou por integrar a diáspora o que é sempre de reflectir agora que decorrem os 40 anos da independência do país. Quem nunca o ouvira tratar por tu tudo o que há a saber sobre petróleos mas teve ocasião de estar presente na aludida conferência, ficou certamente entre o pasmado, o encantado e, sobretudo, esmagado!

O homem quando começa a ejectar números e estatísticas, os biliões de barris para aqui e para ali, os nomes complicadíssimos dos campos petrolíferos pelo mundo fora, as denominações geológicas abstrusas para um leigo, a comparação com as outras fontes energéticas e terminando nos cenários que se colocam nesta área, é um verdadeiro sufoco, um abençoado sufoco diga-se! Para dar a estocada final deu uma entrevista ao Expansão.

A determinada altura começa a debitar sobre as grandes riquezas energéticas de Angola, do petróleo ao gás passando pelos recursos hídricos e eis que diz: “Angola pode diversificar a sua oferta petrolífera… reavaliar a sua coluna litológica, dar mais atenção ao gás e olhar – porque não – para o shale gas e o shale oil, isto é, produzir uma nova visão das suas rochas-mãe, que são extraordinariamente prolíficas”.

Meu Deus, o que foi ele espevitar! Como se sabe o shale gas e o shale oil é o que está a dar, é um maná onde existe e encerra uma revolução energética de grande impacto económico. Ora se calha Angola também ser um fiel depositário, não sei o que pensar, se fique eufórico ou se fique preocupado… (semanarioeconomico.ao))

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