África do Sul: Oito polícias condenados por assassínio de moçambicano

Os oito polícias moçambicanos foram condenados a 15 anos de cadeia cada um pelo assassínio de Mido Macie (REUTERS/Siphiwe Sibeko)
Os oito polícias moçambicanos foram condenados a 15 anos de cadeia cada um pelo assassínio de Mido Macie (REUTERS/Siphiwe Sibeko)
Os oito polícias moçambicanos foram condenados a 15 anos de cadeia cada um pelo assassínio de Mido Macie
(REUTERS/Siphiwe Sibeko)

Oito polícias sul-africanos foram condenados, esta quarta-feira, a 15 anos de prisão cada um pelo assassínio do taxista moçambicano Mido Macie. O moçambicano tinha sido amarrado na parte de trás de uma carrinha da polícia e arrastado pela rua em Fevereiro de 2013.

É o culminar de um processo que tinha revoltado os moçambicanos e ilustrado os métodos brutais utilizados pela polícia sul-africana. Oito agentes foram condenados, esta quarta-feira, a 15 anos de prisão cada um pelo assassínio do taxista moçambicano Mido Macie.

Mido Macie morreu em Fevereiro de 2013 depois de ter sido amarrado à carrinha da polícia e arrastado pela calçada ao longo de centenas de metros em Daveyton, na zona leste de Joanesburgo. Duas horas mais tarde foi encontrado morto na cadeia no meio de uma poça de sangue.

O jovem taxista, de 27 anos, foi interpelado pela polícia nos subúrbios de Joanesburgo a 26 de Fevereiro de 2013 porque o seu carro estava mal estacionado.

Também no dia 1 de Junho, numa cela da cadeia de Daveyton, em Joanesburgo, foi encontrado outro cidadão moçambicano morto. Justice Malati, de 36 anos, tinha sido detido um dia antes por alegada embriaguês na via pública e desacato às autoridades. A família afirma que ele foi espancado até à morte.

Nos meses de Abril e Maio deste ano, a África do Sul viveu uma onda de xenofobia que causou a morte de vários cidadãos estrangeiros, entre eles um moçambicano. Emanuel Sithole foi agredido e esfaqueado por cidadãos sul-africanos a 18 de Abril no bairro de Alexandra, em Joanesburgo. (rfi.fr)

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