3 dias de luto no Mali

Evacuação dos corpos do hotel Radisson Blu de Bamako depois do ataque jihadista do passado 20 de Novembro. (AFP FOTO / HABIBOU KOUYATE)
Evacuação dos corpos do hotel Radisson Blu de Bamako depois do ataque jihadista do passado 20 de Novembro. (AFP FOTO / HABIBOU KOUYATE)
Evacuação dos corpos do hotel Radisson Blu de Bamako depois do ataque jihadista do passado 20 de Novembro.
(AFP FOTO / HABIBOU KOUYATE)

O Mali, em estado de emergência por 10 dias, iniciou hoje o seu luto de 3 dias pelas 22 vítimas mortais do ataque na sexta-feira contra o hotel Radisson Blu de Bamako, um ataque sobre o qual ainda poucas certezas se tem para além de um facto já estabelecido, o de dois terroristas figurarem entre os mortos e dos autores do ataque terem beneficiado de cumplicidades.

As autoridades malianas que estão a receber actualmente o apoio de peritos da ONU e da França, lançaram hoje um mandado de busca contra um homem e uma mulher suspeitos de terem ajudado os responsáveis do assalto de sexta-feira, as suas fotos tendo sido difundidas na televisão pública. O procurador do pólo antiterrorista do Mali, Boubacar Sidiki Samaké refere que foram encontrados vários objectos nos corpos dos dois assaltantes, nomeadamente armas, telefones e uma mala contendo granadas por utilizar.

Para além disso subsistem ainda alguns dados por apurar: embora as autoridades malianas acreditem que apenas dois terroristas conduziram o ataque, testemunhas afirmam que houve um terceiro elemento neste grupo.

Outro ponto confuso: três grupos reivindicaram o ataque. No Sábado e hoje novamente, o grupo Al Mourabitoune do argelino Moktar Belmoktar reivindicou este ataque que terá sido perpetrado com a Al Qaeda do Magrebe. Entretanto, hoje a Frente de Libertação de Macina, um grupo jihadista do sul do Mali aliado dos salafistas Ansar Al Dine, também afirmou estar na origem do ataque. (rfi.fr)

por Liliana Henriques

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