Volkswagen obrigada a recolher 2,4 milhões de carros na Alemanha

(Euronews)
(Euronews)
(Euronews)

A Volkswagen terá de recolher 2,4 milhões de carros da marca na Alemanha, uma decisão da entidade reguladora automóvel alemã (KBA).

Os veículos terão de ser recolhidos a partir do início de 2016 e a operação será vigiada pelo regulador, avançou em conferência de imprensa esta quinta-feira o ministro alemão dos Transportes, Alexander Dobrindt:

“A KBA considera que o problema está no software defeituoso, que a Volkswagen terá agora que substituir em todos os veículos da marca, assegurando que os motores passarão a respeitar a legislação sobre as emissões”, disse Dobrindt.

O regulador ordenou que o fabricante contacte os consumidores, contrariando a política da Volkswagen, que obrigava os proprietários a dirigir-se às oficinas da marca.

A Comissão Europeia pediu aos reguladores locais da União Europeia que apresentem até ao final desta quinta-feira as conclusões das investigações ao escândalo de emissões da Volkswagen nos respetivos mercados.

Esta quinta-feira, a polícia fiscal italiana realizou buscas na sede da Volkswagen em Verona e na subsidiária Lamborghini em Bolonha, ambas as operações em relação com o escândalo da manipulação dos dados sobre as emissões nocivas dos motores a gasóleo. Cinco responsáveis da Volkswagen na Itália, entre os quais o diretor geral Massimo Nordio, estão sob inquérito oficial.

A Volkswagen Italia é uma empresa subsidiária da gigante alemã de automóveis e importa, para além da Volkswagen, veículos Audi, Seat e Skoda.

O grupo anunciou que em Itália existem 648.458 veículos com motores que modificam os dados sobre as emissões de gases.

De acordo com um comunicado da Volkswagen Italia, há 361.432 carros Volkswagen afetados, entre os quais 197.421 Audi, 35.348 Seat, 38.966 Skoda e 15.291 de outros veículos comerciais.

A Volkswagen admitiu na quarta-feira ter instalado, nos carros destinados a ser comercializados em 2016, um mecanismo de controlo das emissões diferente daquele que foi integrado em 9,5 milhões de veículos entre 2009 e 2015, mas que obedeceria ao mesmo princípio – alterar os resultados da análise de emissões em laboratório, de forma a poderem corresponder melhor às exigências legais impostas às emissões em condução real. (euronews.com)

por Nelson Pereira

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA