Uíge: Mais de dez mil armas recolhidas em posse ilegal da população

Armas recolhidas aos cidadãos em posse ilegal ( arquivo) (Foto: Pedro Parente)
Armas recolhidas aos cidadãos em posse ilegal ( arquivo) (Foto: Pedro Parente)
Armas recolhidas aos cidadãos em posse ilegal ( arquivo) (Foto: Pedro Parente)

Dez mil 404 armas de calibres diversos que se encontravam em posse ilegal da população, na província do Uíge, foram recolhidas no período de 2008 a presente data, pela Comissão Provincial para o Desarmamento.

O facto foi anunciado hoje, terça-feira, nesta cidade, pela vice-governadora para o sector Político e Social, Maria Fernandes da Silva e Silva, durante o acto provincial que marcou o dia Internacional do desarmamento e destruição de armas, que hoje, 27 de Outubro se assinala.

Precisou que das armas recolhidas, 7.678 armas diversas foram entregues voluntariamente pela população civil, enquanto 2.726 foram recolhidas coercivamente.

Segundo disse, constam deste número, 319 carregadores, 2.471 munições e explosivos.

Referiu que das armas recolhidas (10.404), 8.022 armas diversas e 1.816 explosivos todos em mau estado técnico foram destruídos, enquanto 1.220 outras diversas, 655 cartuchos e 166 carregadores, todos em mau estado técnico serão destruídos posteriormente.

Disse ainda que no mesmo período foram descobertos e desactivados quatro esconderijos de armas nos municípios de Sanza-Pombo, Alto Cauale (Cangola) e Bungo.

“Há que referir que outras armas recolhidas coercivamente não constam nesta estatística por serem matéria de crime nos respectivos processos, como posse ilegal, homicídios e tentativas de homicídios voluntários e involuntários, homicídios frustrados e ameaças”, acrescentou a também coordenadora da comissão provincial para o desarmamento.

A vice-governadora considerou de positivo os resultados do programa de desarmamento da população civil ao nível da província, tendo em conta os números alcançados.

Reconheceu que apesar de uma participação activa dos vários sectores da sociedade civil na mobilização e sensibilização durante o decurso da campanha do desarmamento da população, há ainda outros círculos que insistem em manter as armas de fabrico artesanal para a realização da caça como meio de subsistência.

“Continua a apetência de certos cidadãos adquirirem armas de fogo, para com elas serem utilizadas em acções criminais “, reconheceu Maria da Silva e Silva.

Durante o acto, a vice-governadora e o comandante provincial da Polícia Nacional, respectivamente, Maria da Silva e Silva e o Comissário Simão Leitão Ribeiro, procederam a destruição simbólica de armas.

A cerimónia de destruição foi feita pela empresa The Halo Trust, vocacionada a desminagem e destruição de armas.

Oficiais superiores da Polícia Nacional e das Forças Armadas Angolanas, autoridades tradicionais, religiosas, políticos e população em geral, presenciaram o acto decorrido na Praça da Independência, nesta cidade. (portalangop.co.ao)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA