Solar da Esquina: Um domingo angolano junta velhos e novos

Animação no Solar da Esquina com Proletários e seus pares. (Foto: D.R.)
Animação no Solar da Esquina com Proletários e seus pares. (Foto: D.R.)
Animação no Solar da Esquina com Proletários e seus pares.
(Foto: D.R.)

Mais um espaço cultural de resgate da música popular angolana começa a dar os seus primeiros passos.Tudo porque duas amigas – a Nanda e a Zinha – arriscaram e parecem dispostas a petiscar com a ‘Nazinha’, que se propõe a dedicar-se na organização de eventos, elegendo o espaço ‘Solar da Esquina’ para proporcionar um ambiente angolano.

ara suporte de todas as hostilidades instrumentais, a casa conta com uma banda residente, o conjunto Mizangala DT, em versão 2015.

Trata-se de uma pequena reunião de exímios instrumentistas, com destaque para Dulce Trindade, na guitarra baixo, um não menos conhecido Cláudio, no solo, Joãozinho, na bateria, Correia Miguel (tambores), Rufino (teclados) e Gregó- rio Mulato, na voz e dikanza. Este último, recorde-se, pertence a uma família que deu grandes intérpretes, como Carlos Lamartine e Vate Costa, demonstrando que tem a sua própria marca e timbre.

Isidora Campos (Foto: D.R.)
Isidora Campos
(Foto: D.R.)

“Paxi ny ngongo”, uma célebre criação do cancioneiro luandense, “Deus Perdoa”, original de Urbano de Castro, foram temas magistralmente interpretados por Gregório Mulato. Mas foi ao som de “Confiança”, um tema imortalizado ao tempo d’Os Merengues, o que levou o público a abandonar as cadeiras e lançarem-se à pista de dança.

Isidora Campos, um pouco distante dos palcos, reapareceu, soltou a voz e deu o ar da sua graça. Apesar de actuar para uma plateia diferente do seu público habitual, a ex-cantora infantil agradou com interpretações de sucessos do seu reportório, com destaque para “Sambapito”. Com um alinhamento por demais previsível, Dom Caetano subiu não apenas nas vestes de mestre de cerimónia, mas cantou e passeou toda a sua classe.

Proletário fechou o ciclo das músicas ao vivo. Foi ao som de verdadeiras ‘pedradas’ musicais: “Kizomba”, “Kimbombeia” e o célebre “Scania 111”. Eddy Tussa ainda teve tempo de fazer uma breve apresentação de alguns temas do seu novo disco, a ser lançado no próximo dia 01 de Novembro. Nanda, uma das promotoras do evento garantiu que o evento terá pericodicidade quinzenal.

A anfitriã, que tem um histórico como bailarina do agrupamento folclórico Kituxi e Seus Acompanhantes, dentre outros agrupamentos musicais, é filha do Marçal, daí a sua paixão pela música popular angolana. Já Zinha, o outro rosto da sociedade, não tem um passado ligado ao meio musical tão forte, mas tem na restauração o seu porto seguro. O Solar da Esquina sito na rua da Samba tem ainda o “ Serão do Trabalhador”, que acontece todas as quintas-feiras, com música ao vivo. (acapital.ao)

Por: Analtino Santos

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