Sector da hotelaria prevê aumentar para 3% o seu peso no PIB

(Expansao)
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Para que se atinja tal pressuposto, deverá contribuir a inauguração, até 2017, de cerca de 600 hotéis e 117 resorts, um pouco por todo o País, que se prevê venham a gerar 70 mil novos postos de trabalho.

O sector de hotelaria e turismo prevê aumentar, nos próximos anos, para 3% o seu peso no Produto Interno Bruto (PIB) do País, promovendo o incremento da actividade turística, no âmbito do processo de diversificação da economia, segundo avançou Carlos Borges, consultor do Ministério da Hotelaria e Turismo.

Falando ao Expansão, à margem da assembleia geral de proclamação e constituição da Associação de Hotéis e Resorts de Angola (AHRA), o técnico indicou que, actualmente, o peso do sector da hotelaria e turismo no PIB é inferior a 1%. Para que se atinja tal pressuposto, deverá contribuir a inauguração, até 2017, de cerca de 600 hotéis e 117 resorts, um pouco por todo o País, que se prevê venham a gerar 70 mil novos postos de trabalho, de acordo com o coordenador da comissão instaladora da AHRA, Armindo César.

Entretanto, Armindo César mostrou-se preocupado com a falta de mão-de-obra qualificada, capaz de desenvolver o sector, que, como disse, “pode e deve funcionar como um motor do desenvolvimento económico”, acrescentando que o número de escolas e centros de formação profissional existentes no País é, “de longe”, insuficiente para as necessidades actuais.

O líder associativo afirmou ser estratégia de actuação da AHRA juntar-se às acções que o Ministério da Hotelaria e Turismo vem desenvolvendo, no que tem que ver com a criação de escolas de formação hoteleira de nível básico, médio e superior. Armindo César justificou a ideia da criação da AHRA com a necessidade de se tentar regularizar os preços nas unidades hoteleiras, com o propósito de, como referiu, se acabar com a anarquia existente no sector.

“Existem hospedarias que chegam a cobrar mais caro do que um hotel de três estrelas. Vamos também auxiliar as propriedades que ainda não cumprem rigorosamente com as normas legais de modo a que possam legalizar-se e melhorar a qualidade da prestação de serviços no nosso País”, pois, como disse, “só assim será possível atrair turistas”.

Constituída que está a associação, clarificou Armindo César, dar-se-á um período de 60 dias para que os sócios livremente se constituam em listas de órgãos sociais, a que se seguirá um período de campanha eleitoral, antes da realização da assembleia-geral extraordinária que irá eleger os órgãos sociais. Aposta em áreas protegidas Por sua vez, o director nacional da biodiversidade, Joaquim Manuel, notou que o Ministério de Hotelaria e Turismo e o do Ambiente assinaram, recentemente, um protocolo que visa a criação de condições de investimento em áreas protegidas.

O documento, fez saber, prevê a criação de um complexo turístico que será construído numa área de cerca de 50 hectares. A infra-estrutura, adiantou, será composta por hotéis, resorts, uma área de lazer e outra para a criação de animais. Dentro deste espaço, explicou, serão ainda reservados 36 metros quadrados para empreendedores interessados em desenvolver pequenos projectos turísticos, mediante contratos firmados com a entidade gestora, com prazo de 12 anos renováveis. “Para o efeito, o investidor ou a entidade que pretenda explorar um determinado espaço deve apresentar ao Ministério do Ambiente uma auditoria ambiental, no quadro do Decreto n.º 1/10, de 13 Janeiro”, precisou.

Quanto ao modelo de financiamento, Joaquim Manuel adiantou que os dois ministérios estão a trabalhar com alguns bancos nacionais no sentido de estudarem os mecanismos de financiamento de projectos em áreas protegidas. “Angola deve acelerar o nosso processo de desenvolvimento sustentável no sector hoteleiro, aproveitando as potencialidades turísticas, porque o mercado mundial não espera por nós. A meu ver, ainda não temos turismo aqui em Angola”, referiu, acrescentando ser necessário ter-se uma perspectiva de investimento, no sentido de mudar o paradigma actual da sociedade, no que tem que ver com a exploração das potencialidades turísticas do País.

Dados do Ministério da Hotelaria e Turismo dão conta de que, no global, o volume de facturação do sector, no ano passado [2014], atingiu os 1,5 mil milhões USD, pouco mais de 203 mil milhões Kz. (expansao.co.ao)

por Silvana Tchissuleno

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