São Tomé e Príncipe: Missão: desenvolver a Ilha do Príncipe

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O desenvolvimento sustentável de Príncipe, a segunda ilha do arquipélago de São Tomé e Príncipe, é uma componente do acordo assinado entre o Governo regional e o grupo sul-africano HDB.

A primeira imagem com que depara quem desembarca no aeroporto da Ilha do Príncipe, é a azáfama de casas em construção e estradas em vias de serem reabilitadas. Trata-se do resultado de investimentos privados de alguns operadores turísticos que se instalaram na ilha há já cinco anos.

Com cerca de seis mil habitantes, na sua maioria jovens, Príncipe confronta-se com problemas de desemprego. Esta situação obrigou o Governo de José Cardoso Cassandra a encontrar parceiras externas, sobretudo no sector privado, com o fito de impulsionar a economia da região autónoma.

Ao abrigo de um acordo de investimentos avaliado em 70 milhões euros com o grupo sul-africano HDB, está a ser construída uma estância de cinco estrelas na roça Sundy, localizada no meio de uma densa floresta. Francisco Gula secretário regional para infra-estruturas, explica: “Este é o caminho que o Governo regional encontrou, a atracção do investimento estrangeiro, para que na realidade o Príncipe possa dar o passo que nós todos almejamos”.

Criação de emprego é mais-valia

Francisco Gula está particularmente satisfeito com o emprego que estes investimentos vão criar para a população local. A construção da estância “Sundy Beach Eco Resort” está avaliada em dez milhões de euros e faz parte de um investimento que grupo HDB, do milionário sul-africano, Mark Shuttleworth, propôs realizar nos próximos dez anos.

O português Nuno Rodrigues é director do grupo HDB: “Qualquer um dos hotéis que nós remodelámos conseguiu ser certificado como parte da rede mundial de turismo responsável. E foram os primeiros dois em África. E isso fala por si em termos de qualidade daquilo que foi feito. E, por outro lado, temos visto em termos das ocupações, qual é o interesse que isto tem para os clientes”.

Rodrigues diz que a sua empresa dedicou-se a remodelar sobretudo hotéis com perdas de lucros ou dificuldades de sobrevivência. Hoje esses dois hotéis geram rendimentos, salienta, acrescentando que permitem também “a distribuição desses rendimentos à comunidade que trabalha neles”.

Aeroporto com mais capacidades

Acresce que agora o aeroporto do Príncipe já está em condições de receber aviões de médio porte de 50 lugares. A recente reinauguração foi feita pelo Presidente da República, Manuel Pinto da Costa, que se congratulou com os avanços alcançados:”A nova pista incrementa o fluxo de turistas e de investigadores, que se interessam pelo estatuto das múltiplas espécies endémicas aqui na região”.

A ilha do Príncipe situa-se a nordeste da Ilha de São Tomé a cerca de 140 km de distância, no Golfo da Guiné. A pista do aeroporto regional tem 1750 metros, e é fundamental para impulsionar a economia, e sobretudo, o sector turístico, uma das principais fontes de captação de divisa. (dw.de)

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