Rússia e Síria intensificam ataques a grupos rebeldes

(DPA)
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Ofensivas por terra e ar seriam as primeiras desde o início das operações militares de Moscovo no país árabe. Contudo bombardeamentos russos não visam apenas posições do “Estado Islâmico”, denunciam observadores.

Os combates entre forças de Damasco apoiadas pela Rússia e grupos rebeldes se intensificaram neste sábado (10/10) em diversas regiões da Síria. Com apoio de bombardeamentos aéreos russos, tropas do Exército tomaram o controle sobre um vilarejo na região central do país, após duros combates com as forças rebeldes.

Essa é a primeira ofensiva por terra e ar desde 30 de Setembro, quando Moscou iniciou operações militares no país . As autoridades russas sustentam que os alvos dos ataques são, principalmente, posições do “Estado islâmico” (EI) na Síria, mas militares americanos denunciam que também foram atacadas milícias financiadas por Washington, assim como outros grupos moderados.

A organização Observatório Sírio dos Direitos Humanos afirma, com base numa rede de activistas espalhados pelo país, que tropas do regime sírio tomaram na sexta-feira o controle sobre Atshan e o vilarejo de Um Hartein, em meio a intensos bombardeamentos russos na região. Os combates se concentram nas províncias de Hama e Idlib, locais de operação de diversos grupos rebeldes, além da Frente al-Nusra, braço da Al Qaeda na Síria.

O Ministério russo da Defesa informou em comunicado que aviões militares realizaram 64 missões nas últimas 24 horas, atacando 54 alvos. Entre estes, estavam pontos de comando dos rebeldes nas províncias de Idlib e Aleppo, onde rebeldes lutam para impedir os avanços do EI.

Os ataques mais recentes, também realizados nas províncias de Damasco, Hama e Raqqa, destruíram 29 “campos de terroristas”, 23 posições defensivas, dois centros de comando e um depósito de munições, segundo o Ministério.

Rebeldes e seus apoiantes sustentam que em Hama, Idlib e Laktavia, onde também ocorreram combates, haveria pouca ou nenhuma presença do EI, e acusam Moscovo de investir contra grupos moderados.

O Observatório informou que aviões russos bombardearam instalações do grupo rebelde ultra-conservador Ahar al-Sham, na província de Idlib. Combates intensos também ocorreram na planície de Al-Ghab, uma barreira natural localizada na mesma província, entre áreas controladas por muçulmanos sunitas e por alauítas, muitos dos quais são leais ao presidente Bashar al-Assad. (dw.de)

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