Rui Mingas vence Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria de música

Rui Mingas (Foto: joaquina Bento/Arq)
Rui Mingas (Foto: joaquina Bento/Arq)
Rui Mingas (Foto: joaquina Bento/Arq)

O músico e compositor Rui Minga é o vencedor, na categoria musical, do Prémio Nacional de Cultura e Artes 2015, segundo anunciou quarta-feira, 21, o júri do prémio, em Luanda.

De acordo com o presidente do júri, António Fonseca, a veia poética e musical que encerra a obra de Rui Mingas permite distinguir modelos giros melódicos com uma gama de esteticidade, cujos desenlaces contribuem para um processo de maturação musical substantiva.

O júri avançou que Rui Mingas é detentor de uma musicalidade impar e expressa na sua música à angolanidade incontornável de educação estética e cultural, no qual o Hino Nacional de Angola que se constitui num símbolo de unidade nacional.

Rui Alberto Vieira Dias Mingas, nasceu a 12 de Maio de 1939, tendo-se distinguido, na sua juventude, no atletismo, particularmente no salto em altura e nos 110 metros barreiras em Angola e Portugal.

A sua conduta politica de militante activo do MPLA, leva-o a compor poemas de nacionalistas angolanos como Viriato da Cruz, Agostinho Neto, Mário António e António Jacinto.

Da sua obra discográfica destacam-se cantiga por Luciana, poema da farra, makezu, muadiakimi, birin birin, monagambé, adeus à hora da partida e meninos do Huambo.

Recentemente foi distinguido pela academia francesa de artes, ciências e letras, com a medalha de mérito de ouro, pela excelência da sua obra e também pela universidade lusíada de Angola como um exemplo para as gerações vindouras.

Rui Mingas pertence a uma família de ínfluentes músicos angolanos. Do seu tio Liceu Vieira Dias recebeu o ritmo, uma nova maneira de interpretar a música angolana. Rui Mingas desenvolveu a sua sonoridade própria e influenciou outro grande músico angolano, por sinal seu irmão, André Mingas. Foi ministro angolano do Desporto e embaixador de Angola em Portugal.

O Prémio Nacional de Cultura e Arte constitui uma homenagem e incentivo ao génio criador e inventivo dos angolanos, tendo por fim perpetuar no seio dos cidadãos nacionais ideias tendentes a compreensão das múltiplas formas da criação artística.

O prémio, criado em 2000, valoriza também a diversidade das manifestações linguísticas e culturais do povo e da comunidade do Estado e da nação angolana.

Embora tenha abrangência nacional e até no exterior do país, não se trata de um concurso público, por isso, os membros do júri procuram estar informados de todas as obras artísticas e culturais divulgadas em Angola e no exterior, produzida por angolanos, para uma análise ou avaliação profunda.

O regulamento admite também a premiação a título póstumo, e, pelo conjunto geral (vários trabalhos) da obra ou carreira de um determinado autor ou criador.

São premiados obras no domínio das artes e da cultura, que abrange as seguintes modalidades: Literatura: Poesia, Prosa -romance, conto, novela, dramaturgia, Crónica e Biografia, Literatura Infanto-juvenil.

Na modalidade de Artes Plásticas são premiadas obras em Pintura, Desenho, Gravura, Escultura, Cerâmica, Tecelagem, Banda Desenhada e Fotografia Artística.

No Teatro as obras podem ser Comédia, Drama, Tragicomédia. No domínio da Dança são considerados trabalhos sobre dança Popular, Tradicional, Cénica ou dança teatral.

Na área da Música os trabalhos podem ser Vocal, Instrumental e Vocal Instrumental. Para a modalidade de Cinema e Audiovisual são premiados Filmes, Telefilmes, Telestórias e Documentários.

Na modalidade de Investigação em Ciências Humanas e Sociais são premiados trabalhos em Antropologia, Sociologia, Psicologia Social, História, Geografia, Literatura, Linguística, Línguas Nacionais e Tradição Oral.

Sendo de periodicidade anual, a avaliação começa a partir de 12 de Novembro, de cada ano, e termina em Setembro do ano seguinte. (portalangop.co.ao)

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