Riad nega ataque da coligação a hospital da MSF no Iémen

(AFP)
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A Arábia Saudita negou nesta quarta-feira que a coligação militar árabe sob sua liderança contra os rebeldes huthis no Iémen tenha bombardeado um hospital da ONG Médicos sem Fronteiras (MSF).

A acusação foi feita pela organização francesa e pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Situado na cidade de Saada, ao norte do país, o hospital foi atacado na segunda-feira. De acordo com a MSF, não houve vítimas.

“Os aviões da coligação árabe não atacaram o hospital e não estavam em Saada quando a instituição foi bombardeada”, afirmou a delegação saudita na ONU, em uma nota.

As forças da coligação haviam recebido os dados da localização do hospital, o qual constava como um dos “alvos proibidos”, explicou a representação saudita.

“Consequentemente, esse hospital não foi atingido pelas forças da coligação”, acrescentou.

A missão saudita disse que iniciou uma investigação sobre o episódio e “lamentou profundamente” que Ban Ki-moon tenha atribuído o bombardeio à coligação “sem esperar ter todas as informações precisas sobre esse lamentável episódio”.

Em um comunicado divulgado por sua porta-voz na segunda-feira, Ban condenou “os ataques aéreos lançados pela coligação dirigida pela Arábia Saudita, sofridos pelo hospital Haydan, administrado pela MSF”.

O conflito no Iémen já deixou pelo menos 5.000 mortos e 25.000 feridos desde o final de Março, segundo a ONU. (afp.com)

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