Porto Novo: Professores do EBI admitem recorrer à greve de fome para levar ME atender suas reivindicações

(inforpress.publ.cv)
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Congelamento de notas, manifestações e greve de fome são algumas formas de luta que os 32 professores do Ensino Básico, no Porto Novo, em Santo Antão, pretendem recorrer, a partir de Dezembro, “em defesa dos seus direitos”.

Esses professores, através de um comunicado, enviado à Inforpress, lembram que, há cinco anos, estão à espera da reclassificação e progressão, considerando que estão “a trabalhar como escravos” e a usufruir um salário de apenas 20 mil escudos.

“Estamos a preparar uma luta em defesa dos nossos direitos, que estão a ser violados pelo Ministério da Educação”, avançam os professores que ameaçam, a partir de finais de Dezembro, congelar as notas dos alunos, promover manifestações e, mesmo, recorrer à greve de fome, caso as suas reivindicações não sejam atendidas pelo Ministério da Educação.

“Caso a nossa situação não seja atendida, estamos dispostos a sacrificar as nossas próprias vidas, para fazer valer os nossos direitos, recorrendo à greve de fome”, avisam os docentes, que dizer estar a ser “desrespeitados” pelo Ministério da Educação.

O presidente do SINDEP, Nicolau Furtado, durante uma recente visita a Santo Antão, afirmou que os professores desta ilha, em número de 49, que estão à espera da reclassificação e progressão, “vivem numa situação de penúria, como escravos e sem motivação”.

Lembrou que há casos de professores com mais de18 anos de serviço a usufruir um vencimento de 20 mil escudos, quando deveriam estar a receber 50 mil escudos mensais.

Além de reclassificação e progressão, os docentes portonovenses reclamam “o subsídio pela não redução da carga horária”, refere ainda o comunicado. (inforpress.publ.cv)

JM/JMV

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