Política externa de Angola privilegia cooperação pela paz, liberdade e Desenvolvimento

Cadetes sul-africanas de Defesa participantes na palestra sobre Estratégia Geo-Política de Angola (Foto: joaquina Bento)
Cadetes sul-africanas de Defesa participantes na palestra sobre Estratégia Geo-Política de Angola (Foto: joaquina Bento)
Cadetes sul-africanas de Defesa participantes na palestra sobre Estratégia Geo-Política de Angola (Foto: joaquina Bento)

A política externa de Angola defende a cooperação com todos os Estados pela paz, estabilidade, liberdade e desenvolvimento com vantagens recíprocas, segundo afirmou nesta quinta-feira, em Luanda, o secretário-geral do ministério das Relações Exteriores.

Eduardo de Jesus Beny dissertava numa palestra sobre “A geopolítica e geoestratégica de Angola”, dirigida a cadetes do colégio nacional de defesa da República da África do Sul, que integra militares sul-africanos, do Malawi, Zimbabwe e da Tanzânia.

Referiu que Angola se encontra situada geograficamente entre as Comunidades de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e Económica dos Estados da África Central (CEEAC)

Eduardo Beny afirmou que na SADC a África do Sul é o país economicamente mais desenvolvida, com maiores infra-estruturas de produção, Finanças e de conhecimento.

Adianta que já na CEEAC Angola está melhor posicionada e com maior margem para influenciar em situações políticas, económicas, militares e diplomáticas.

O secretário-geral do MIREX disse que Angola, no âmbito dos seus interesses geoestratégicos, desempenha também papel relevante nas regiões dos Grandes Lagos, do Golfo da Guiné e no Atlântico Sul, no quadro da zona de paz e cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS).

Segundo o diplomata, ” para a República de Angola a paz e a segurança são premissas fundamentais para o desenvolvimento, a democracia e promoção e respeito dos direitos humanos dos Estados “.

Adianta que a complexidade das oportunidades e desafios com que o Estado angolano está confrontado na arena internacional requer uma política externa actuante para a defesa dos seus interesses estratégicos.

Referiu que o país representa um ponto de entrada estratégico para uma parte do mercado africano, com grande potencial de contínuo crescimento devido ao clima de estabilidade e aos termos favoráveis de investimento que mesmo oferece em geral.

Eduardo Beny deu ainda conta de alguns dos investimentos do Executivo, como o Caminho de Ferro de Benguela, para o desenvolvimento das regiões Austral e da África Central.

Salientou que no quadro da União Africana, Angola, com os seus parceiros, promove auto-suficiência alimentar, bem como defende o fortalecimento da representatividade do continente nas instituições internacionais, particularmente, no Conselho de Segurança da ONU.

Sublinhou que a nível da ONU o país privilegia a defesa da posição africana, especialmente, quando estiverem em casa interesses do continente.

Eduardo Beny acrescenta que com a presença no Conselho de Segurança, Angola pretende contribuir para o engajamento cada vez mais activo da comunidade internacional a favor de um conjunto de valores, atitudes e comportamentos a vida, a dignidade humana e os direitos humanos.

Falou ainda da necessidade de se cultivar a rejeição a violência em todas as suas formas, adira aos princípios da democracia, liberdade, justiça, solidariedade, cooperação, entre outros.

O secretário-geral do MIREX , respondendo a preocupações dos cadetes, deu conta dos programas e investimentos em prol do progresso, desenvolvimento e bem estar dos cidadãos. (portalangop.co.ao)

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