Plano Geral Metropolitano da capital visa organizar ocupação do território

Governador de Luanda, Graciano Domingos (Foto: Lucas Neto)
Governador de Luanda, Graciano Domingos (Foto: Lucas Neto)
Governador de Luanda, Graciano Domingos (Foto: Lucas Neto)

O governador de Luanda, Graciano Domingos, disse hoje, quinta-feira, que o Plano Director-Geral Metropolitano da capital, tem por objectivo apresentar as vocações da ocupação do território na província de Luanda.

Falando após o término da reunião do Conselho de Coordenação Estratégica de Luanda, que decorreu nesta quinta-feira, na sala reuniões do Palácio Presidencial, sob orientação do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, o responsável afirmou que o território não deve ser ocupado de forma anárquica pois há que tê-lo distribuído em termos de actividades.

De acordo com Graciano Domingos, o território tem de ter áreas para agricultura, indústria, comércio, habitação, lazer e zonas para a construção das vias estruturantes e das infraestruturas de saneamento.

Precisou que o Plano Director dá, de facto, essa visão integrada da ocupação do território para que as vocações ocupacionais não colidam umas com as outras e apontam também o sentido do crescimento da província até 2030.

Anunciou que o Conselho de Coordenação Estratégica de Luanda apreciou, em definitivo, o Plano Director-Geral Metropolitano e que nos próximos tempos serão dados passos no sentido da sua aprovação definitiva.

Explicou que após a aprovação definitiva será então criada a estrutura que vai cuidar da sua implementação e da elaboração dos planos de pormenores tendentes à sua execução, de acordo com as diretrizes que nele contém, tendo referido que até 2016 o mesmo começa já a ser implementado.

Graciano Domingos informou que mesmo não tendo sido formalmente aprovado, algumas recomendações contidas no Plano Metropolitano da cidade capital já têm sido aplicadas, tendo a título de exemplo citado os casos das vias rápidas para os transportes colectivos actualmente em construção, a execução do plano director de saneamento bem como a requalificação de determinadas zonas de Luanda.

“Agora que estamos em paz e em fase avançada da elaboração do referido plano vamos poder enquadrar melhor a população e sobretudo procurar fixá-la ali onde ela habita e tem possibilidade de ter emprego”, ressaltou, o governador de Luanda.

Salientou ainda que o Plano Metropolitano vai facilitar também a localização dos investimentos, sobretudo imobiliário, e, consequentemente, atrairá mais serviços à cidade de Luanda, em termos de competitividade ao nível da região como do mundo.

Durante o encontro, foi feita a apresentação da versão final do Plano Director-Geral Metropolitano da cidade capital, do documento do Ministério do Urbanismo e Habitação, do Plano Director dos Distritos do Cazenga, Sambizanga e Rangel.

O relatório das actividades realizadas pela unidade técnica de gestão de saneamento de Luanda, o documento da unidade técnica de gestão e saneamento de Luanda e o projecto de drenagem do distrito Kilamba, município de Belas, também estiveram em discussão.

Em Março, o conselho, numa reunião igualmente orientada pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, tomou também conhecimento do relatório do Gabinete Técnico de Coordenação e Acompanhamento dos Projectos da Cidade de Luanda, referente ao período de Setembro a Dezembro de 2014. (portalangop.co.ao)

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