Plano Director de Luanda envolve cinco áreas diferentes

Engenheira Isabel dos Santos, da Urbeinveste (Foto: Lucas Neto)
Engenheira Isabel dos Santos, da Urbeinveste (Foto: Lucas Neto)
Engenheira Isabel dos Santos, da Urbeinveste (Foto: Lucas Neto)

A engenheira Isabel dos Santos, consultora da Urbeinveste, informou hoje, quinta-feira, em Luanda, que o Plano Director-Geral Metropolitano de Luanda é um trabalho que vem decorrendo há 18 meses e envolve cinco disciplinas diferentes.

De acordo Isabel dos Santos, que falava à imprensa no final da reunião do Conselho de Coordenação Estratégica de Luanda, decorrida na sala de reuniões do Palácio Presidencial, sob orientação do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, das disciplinas destacam-se o uso dos solos, a gestão social (creches, escolas e outras ), transportes, mobilidade, rede ferroviária, estradas e meio ambiente.

Explicou que para a implementação deste projecto, a Urbeinveste Promoção e Projectos Imobiliários, S.A, empresa responsável pela elaboração do Plano Director-Geral de Luanda, fez várias reuniões, consultou mais de 20 mil documentos e manteve contactos com vários membros da sociedade civil, tendo destas mesmas consultas resultado ideias para um projecto mútuo .

Para a consultora da Urbeinveste, hoje Luanda é uma cidade grande que conta com 520 mil hectares dos quais só 17 porcento é que são urbanos e, em termos de população, a maior parte reside em bairros não estruturados ou seja que precisam receber uma malha urbana como estradas, electricidade, água e rede de esgotos.

“O nosso trabalho foi de olhar para estes dados, ver o seu potencial e ver como poderiam ser requalificados e transformar zonas existentes em áreas novas mais modernas com serviços, zonas verdes, dentre outras, e que dentro destes estudos haverá oportunidade para todos aqueles que querem construir, participar e investir” , frisou.

Salientou que os habitantes, residentes de Luanda e os que migram para a capital a fim de trabalhar são, sem dúvida, os beneficiários do referido plano. “Sobretudo todos nós temos um papel neste projecto porque ele não será feito por outras pessoas”, sublinhou na ocasião, tendo dado a conhecer que o Plano Director-Geral Metropolitano da capital será apresentado oficialmente ao público em Dezembro e que o mesmo é um plano de 15 anos com revisões de dois em dois anos e alterações de cinco em cinco anos.

Por seu lado, o director técnico de Gestão e Saneamento de Luanda, engenheiro Manuel Van-Dúnem, que também falou à imprensa sobre requalificação dos bairros Popular e Terra Nova, no quadro deste projecto, precisou que estas zonas beneficiam ja de água, energia, valas de drenagem, asfalto nas vias terciárias e outros serviços.

Hoje durante o encontro, foi feita a apresentação da versão final do Plano Director-Geral Metropolitano da cidade capital, do documento do Ministério do Urbanismo e Habitação, do Plano Director dos Distritos do Cazenga, Sambizanga e Rangel.

O relatório das actividades realizadas pela unidade técnica de gestão de saneamento de Luanda, o documento da unidade técnica de gestão e saneamento de Luanda e o projecto de drenagem do distrito Kilamba, município de Belas, também estiveram em discussão.

Em Março, o conselho, numa reunião igualmente orientada pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, tomou também conhecimento do relatório do Gabinete Técnico de Coordenação e Acompanhamento dos Projectos da Cidade de Luanda, referente ao período de Setembro a Dezembro de 2014. (portalangop.co.ao)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA