Pizzolato está a caminho do Brasil

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Ex-diretor do Banco do Brasil, condenado por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro no mensalão, é extraditado a Brasília. Pizzolato havia fugido para a Itália, em 2013, usando o passaporte falso de um irmão morto.

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato embarcou de volta para o Brasil no Aeroporto de Malpensa, em Milão, nesta quinta-feira (22/10). Sua chegada ao aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, está prevista para o início da manhã de sexta-feira.

Segundo comunicado da Polícia Federal, após longa disputa judicial, o catarinense de 63 anos foi extraditado nesta quinta-feira e escoltado por uma equipe formada por três policiais federais e uma médica.

De São Paulo, em aeronave da Polícia Federal, Pizzolato será conduzido até Brasília, onde realizará exames no Instituto Médico-Legal. Em seguida, será transferido ao Complexo Penitenciário da Papuda.

Em agosto de 2012, Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e sete meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão. Em novembro de 2013, ele fugiu para a Itália com o passaporte falso de um irmão morto para evitar ser preso no Brasil.

Em 18 de novembro, o nome dele foi incluído na lista de procurados internacionais, conhecida como difusão vermelha, da Interpol. Três meses depois, a Polícia Federal, em conjunto com a polícia italiana, localizou-o no norte do da Itália. Em 5 de fevereiro de 2014, ele foi preso em Maranello por porte de documento falso. Ele estava escondido na casa de um sobrinho.

O ex-diretor do Banco do Brasil chegou a ser solto em outubro de 2014 pela Justiça italiana. Em fevereiro deste ano, após recurso apresentado pelo Brasil, a extradição foi autorizada e Pizzolato retornou à prisão. Em 24 de abril, a Justiça italiana confirmou a decisão de extraditá-lo.

E em 6 de outubro, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos rejeitou a última tentativa de recurso de Pizzolato contra sua extradição para o Brasil. No recurso protocolado na corte, a defesa de Pizzolato, como nas demais ações contra a extradição, voltou a alegar que os direitos humanos não são respeitados nos presídios brasileiros. O argumento foi usado pela defesa para pedir que o ex-diretor do Banco do Brasil continuasse na Itália. (dw.de)

PV/ab/ots

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