Odebrecht com ‘Portas Abertas’ para alunos dos primeiros anos

(Foto: D.R.)
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Construtora lança programa para ajudar alunos em início de licenciatura a entenderem como funciona por ‘dentro’ a engenharia civil. Iniciativa poderá acolher cerca de 1.000 alunos, escolhidos pelas universidades em função do interesse demonstrado e do mérito.

A Odebrecht Angola lançou o projecto ‘Portas Abertas’, dedicado a universitários de Engenharia Civil. Em entrevista ao Expansão, o responsável das Relações Institucionais da construtora, Marcos Filipe Fernandes, explica que o objectivo é ajudar alunos dos primeiros anos do curso a conhecerem por dentro como funcionam os diferentes departamentos da companhia, ficando assim mais bem preparados para, no fim das licenciaturas, desempenharem a sua profissão.

“A ideia é trazer os estudantes à empresa para terem uma noção de como funciona a construção civil”, afirma, adiantando que a Odebrecht Angola quer “criar um sistema motivacional para que os alunos entendam o esforço a realizar após se formarem nesta área”. Marcos Fernandes realça que muitos alunos dos primeiro e segundo anos ainda estão “inseguros” sobre o que farão com os cursos que frequentam.

Este projecto vai ajudá-los a terem “certezas” sobre o futuro, sublinha, acrescentando que o programa vai prosseguir enquanto se justificar. “Enquanto houver estudantes interessados em nos conhecerem e em tirarem dúvidas, vamos dar o apoio necessário”, garantiu.

No primeiro ano, o objectivo é receber cerca de 1.000 alunos, escolhidos pelas respectivas universidades, em função do interesse demonstrado e do mérito académico. Há mais de dez anos que a Odebrecht desenvolve parcerias com universidades públicas e privadas angolanas, nomeadamente através do programa ‘Jovem Parceiro’, que visa integrar e desenvolver as competências de jovens que queiram fazer carreira na empresa, onde entram como estagiários.

Actualmente, afirma o responsável, a construtora tem como parceiras cerca de duas dezenas de instituições de ensino superior de vários pontos do País, onde recruta finalistas para estágios, após a realização de testes.

“É uma relação em que todos ganhamos. Nós ganhamos, porque vamos buscar às universidades jovens recém-licenciados com uma formação teórica muito boa, e podemos ‘lapidá-los’ e integrá-los na empresa.” As universidades ganham porque “colocam jovens no mercado”, e os alunos beneficiam da oportunidade de virem a ser integrados na companhia.

A par deste programa para universitários, a Odebrecht Angola desenvolve ainda a iniciativa ‘Acreditar’, que consiste em dar formação a técnicos operacionais, como pedreiros, motoristas, carpinteiros, electricistas e mecânicos que queiram melhorar os seus conhecimentos e técnicas. Desenvolvimento sustentável também é aposta A empresa tem vindo também a atribuir anualmente o Prémio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável, que visa estimular a geração de conhecimento sobre temas relacionados com a contribuição da engenharia para o desenvolvimento sustentável.

A iniciativa, explica Marcos Fernandes, pretende igualmente difundir esse conhecimento na academia e na sociedade em geral. Até ao momento, foram realizadas cinco edições e premiados 45 estudantes de várias províncias. E nem todos, afirma o responsável, são oriundos do curso de Engenharia Civil.

O prémio, adianta, dirige-se a alunos, professores, orientadores de teses e universidades ou institutos tecnológicos. Até dia 31 de Dezembro estão a decorrer as inscrições para a sexta edição da iniciativa.

“Os trabalhos podem ser apresentados individualmente ou em grupo, e devem ser orientados por um professor ligado ao departamento de Engenharia das universidades”, explica. Cada projecto vencedor receberá um prémio de 2,25 milhões Kz, sendo 750 mil Kz para o estudante ou grupo de estudantes autor do trabalho, e outro tanto para o professor orientador e para a universidade a que estiverem vinculados. “Adicionalmente, os estudantes vencedores poderão ingressar no nosso programa de estágios em Angola, com a oportunidade de fazerem carreira na empresa”, realça Marcos Filipe Fernandes. (expansao.ao)

Por: Sita Sebastião

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