O arquiteto que está a tirar os carros do centro das cidades

Jan Gehl (Foto: D.R.)
As mudanças operadas pelo escritório de Jan Gehl em Herald Square (em cima) e em Columbus Circle, em Nova Iorque (Foto: D.R.)
As mudanças operadas pelo escritório de Jan Gehl em Herald Square (em cima) e em Columbus Circle, em Nova Iorque
(Foto: D.R.)

Jan Gehl nos anos 70 falava sozinho. Hoje já nota diferenças. Explicou-as numa passagem por Lisboa

O arquiteto dinamarquês Jan Gehl diz que tirou fotografias “ótimas” na Praça do Comércio, “o maior parque de estacionamento da Europa” na primeira visita a Lisboa. Uma imagem bem diferente da que encontrou esta semana, quando participou no Fórum Gulbenkian de Saúde, na quarta-feira, e, ontem, nos Paços do Concelho, onde falou para uma plateia de urbanistas, ao lado do vereador do urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Manuel Salgado. “Fiquei muito feliz e vou vê-la mais de perto com a minha mulher”.

Gehl completa 80 anos em 2016, é arquiteto há 46, e o seu primeiro livro Life Between Buildings [A Vida Entre Edifícios], publicado em 1971 mantém-se como referência entre urbanistas. Nessa época falava sozinho, admite, ao DN, após a apresentação na Sala do Arquivo da Câmara de Lisboa.

Jan Gehl (Foto: D.R.)
Jan Gehl
(Foto: D.R.)

Uma das marcas do trabalho é a intensa recolha de informação e, depois, conceber uma toolkit, uma caixa de ferramentas a pôr em prática em várias zonas da cidade. E uma recolha exaustiva de dados sobre as cidades, que inclui, por exemplo, um estudos dos fluxos de população e ocupação.

“Todos os problemas das cidades já foram resolvidos em algum lugar”, nota, explicando que o seu primeiro passo é sempre “ver o que os outros fizeram”. “O que se pode aprender com os outros?”. (dn.pt)

 

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